Tradução

Este é o meu espaço livre na MATRIX, onde posso depositar as emoções (e ilusões) da (minha) vida e brincar de jornalista, crítica, prêmio nobel da literatura... Escrevo não só por necessidade, mas também para entender o porquê, dela, de pensar o tempo todo, e de tantas palavras, tantos textos nascidos semi-prontos pedindo para gritar. E aí, quem sabe, alguém lê e me explica por que eu, e não só eu, com medo de ser decifrada, preciso tanto de tradução.



viernes, agosto 29, 2003

ATENÇÃO: Esse post é enorme, eu me empolguei e não tive coragem de cortar nada, então, imitando Machado, caro leitor, vá direto ao 6º parágrafo, que é a parte pior!

OS OUTROS

Os "outros" são as pessoas que não são eu mesmo (óbvio), nem meus amigos (mesmo os virtuais), nem parentes. São os outros da frase: "O que os outros vão pensar?", são pessoas que não tem absolutamente nada a ver com a minha vida, e eu nada a ver com a vida deles. Pessoas cuja opinião não me interessa e, se interessasse, não faria a menor diferença na minha vida. Indivíduos que eu mal ou nem sei o nome, que quase nunca encontro e nunca vi ou não verei mais. Rostos que passam, como paisagens.

Não são "outros" as celebridades (as minhas, pois a Cristina Aguilera ou Britney Spears entram na categoria "outros" para mim), as pessoas que sei o nome, que tem alguma participação no meu dia e os comentaristas de blog (não podem ser "os outros" porque se um fato é colocado numa rede aberta, não tem como reclamar dos palpites).

Falo tudo isso porque desde que voltei a ter uma trilha sonora para o meu dia (exceto agora porque a pilha do disc acabou), me sinto como se estivesse no meu mundo, e quando desligo o aparelho volto ao planeta Terra e percebo a presença dessas pessoas. Nem todas me são desagradáveis, é claro, existindo inclusive algumas que transformam o meu dia, outras que proporcionam uma boa conversa (tipo velhinhos do metrô que olham pra mim e pensam: vou contar a esta mocinha a história da minha vida, mesmo que ela queira dormir!), ou com quem troco olhares confidentes, sorrisos companheiros, comentários de indignação e por aí afora. Companheiros de viagem durante a vida. Alguns, inesquecíveis, como o loiro do dia do último show do Engenheiros.

Eu voltava do show com a Elisa e resolvi ir com ela até a estação liberdade, já que não saindo do metrô era só pegar o trem de volta, e quando chego na plataforma da Sé ele está ali, de pé, com um monte de malas, e com os olhos absurdamente azuis, grandes, atentos. Lindo. Eu fiquei extasiada, observei o cara inteiro, apercebi-me das malas, lembrei que no domingo o metrô fica cheio de Universitários voltando da casa dos pais (ou da namorada), olhei para as mãos, brancas, lindas (sem aliança, hehehe), e voltei, incondicional, para os olhos. Claro que fiz tudo isso sem parar de falar com a Elisa, afinal eu realmente tenho verborragia, e quando me empolgo, sai de baixo. Sem contar, como boa ariana, estava empolgada falando sobre solidão e (aí que vem a parte ariana) sobre mim. E enquanto eu falo (normalmente alto), eu mexo as mãos, ando, rio. O verdadeiro catarse.

O caso é que eu falava com a Elisa olhando nos olhos do desconhecido. No fundo dos olhos do cara, com uma coragem que eu não tenho. O metrô chegou e tinha aquele banco com quatro lugares vagos. Eu, afobada, fui direto para o meu lugar, a janelinha lógico! Não é que o cara foi direto pra lá. Eu olhei para o cara com cara de "vc não vai sentar aí, vai?" e disse "pode sentar". Ele, educadamente, disse que eu podia sentar ali (lógico, o lugar é meu!) "por favor, vcs estão em dupla". Beleza, continuei falando com a minha amiga, agora sobre o blog e tal, e olhando para o cara, só que o cara começou a prestar atenção na nossa conversa descaradamente! Assim, ele virou de lado, pôs a mão no queixo e olhava pra mim e pra Elisa, tipo o cara quando tá assistindo uma partida de tênis. Até pensei que ele ia entra no meio! Mas (esses mãs me matam), chegou a estação e até hoje me arrependo de não ter falado o endereço do blog, assim sem querer, pra ver se ele entrava. Passou, e foi um "outro" que fez parte na minha vida.

Só que nem sempre "os outros" tem participações tão agradáveis, e nem sempre eu quero que um outro se meta onde não é chamado. Por isso, normalmente ando com o Discman ligado (antes andava cantando sem nada mesmo), pra mostrar que estou no MEU MUNDO e não quero ser incomodada, enquanto observo as pessoas. E, notem, apenas observo. As vezes, ponho o fone de ouvido com o rádio desligado, pra ninguém falar comigo e fico coletando pérolas da sabedoria popular. Assim, Deus, na Sua imensa sabedoria, para lembrar-me que as pessoas nascem para se socializarem, me fez com duas características que funcionam como uma placa: Dê sua opinião, fale comigo.

A primeira, na infância, era meu cabelo, armado, tipo juba de leão, de modo que mesmo que eu prendesse, uns fios certos se soltassem e fizessem uma aura (bondade minha) em volta da minha cabeça. Como minha irmã era (nunca foi, mas...) parecida comigo, nós éramos paradas na rua, sempre, o tempo todo, com a pergunta cretina: "Vocês são gêmeas?" Como eu odiava isso!!!!! Fazia de tudo para ficar o mais diferente possível da minha irmã! Mas não adiantava! Era o tempo todo, a gente ia pra casa da minha avó, e no trem todo mundo perguntava, e meu pai, porque sabia que eu odiava, dizia que sim, e a pessoa, julgando-se íntima, começava a dizer que a gente era uma graça e que tinha uma receita infálivel para arrumar o cabelo. Toda vez era isso. Eu não podia botar o pé pra fora de casa sem medo. Ouvi tanta coisa bizarra, de ovo com iogurte a cocô de vaca fresco. Isso mesmo, lembro da mulher falando que tinha que passar o negócio morno (não comentem isso!) e pra tirar o cheiro lavar com vinagre! Eu odiava, não queria sair de casa com a minha irmã. No duro, isso afastou a gente, porque eu não queria sair com ela. O oscar vai para o dia que, durante um encontro de carnaval (a gente fazia mocidade juntas), uma menina exclamou em alto e bom som: "NOSSA!!! VOCÊS NEM PARECEM QUE SÃO GEMEAS". Se não fosse um encontro religioso não sei o que teria feito. Mas isso foi resolvido, a química (devo minha vida à ela) resolveu o problema do cabelo e a minha irmã é mais alta e bonita que eu, sem contar que é do tipo amável, boazinha, curte balada. Tipo assim, a popular. E eu, a esquisita.

Aí vem a segunda parte da novela: na adolescência, não lembro quando nem como apareceu uma verruga preta na ponta do meu nariz! Eu tenho uma verruga de bruxa, como as bruxas dos desenhos animados (sem pêlos na ponta, porque aí já era demais né!). Isso não me incomoda nem um pouco, meu pai já fez o maior escândalo pra eu tirar, e eu deixo ela aí de revolta. Se tanta gente tem piercing no nariz, porque eu não posso ter uma verruga? Já fui no médico que disse que não é nada maligno e que pra tirar não ia doer, mas eu teria que tomar anestesia local (se não vai doer, pq tenho que tomar anestesia?) e ia ficar uma cicatrizinha no local. Se vc acha que eu deveria tirar, que tal tomar uma injeção no nariz. No SEU nariz? Não parece tão divertido né. Meu pai disse que paga a cirurgia, mas eu não concordei, injeção, nem de graça! Então, fui para a fila de espera da Sta Casa (eu gosto de ser atendida por estudantes). Quando chegar minha vez, eu vou.

Acontece que as pessoas da rua não sabem disso (não vejo porque eu deveria publicar isso no Metrê News), e me param, todo santo dia, nos lugares mais inóspitos (é assim que escreve?) para dar uma opinião. Uns para falar de receitas milagrosas e outros para falar que acham uma graça, que é sinal de sorte, que é sexy (???). Sem comentários, isso é claro, se eu tiver sorte, já aconteceu duas ou três vezes, de uma mulher (normalmente é mulher) apontar pra mim no metrô cheio e falar, aos berros: "VC TEM UMA VERRUGA NA PONTA DO NARIZ!!!". Além de me deixar vermelha como um tomate, dar um sorriso idiota e descer na próxima estação, isso age como um convite para um fórum de discussão. Varias senhoras começam a falar o que acham, contar histórias sobre conhecidos, mostrar suas cicatrizes de guerra e despejar o nome de dois ou três acidos, bases e medicamentos que eu sei que fariam um buraco na minha cara, e duas duzias de simpatias. E entrar num banheiro feminino cheio então? Não posso nem imaginar. Um dia acho que as mulheres seriam capaz de fechar a porta do banheiro e arrancar meu nariz! É sério, é cruel!!!

Ontem, por exemplo, estava eu no ônibus, levantei para dar o sinal, e sinto uma mulher puxando minha blusa, pensei que devia ter esquecido alguma coisa no banco pra variar (mas eu devia estar esperando), viro para a dita cuja, que me diz (e entrega um papelzinho): "Eu conheço uma curandeira que pode tirar isso de você" Eu falei "Ah, obrigada", enfiei o papel no bolso, recoloquei o fone de ouvido e displicente e indescupavelmente balancei a cabeça (tipo negando). Cara, a mulher ficou nervosa, disse super alto, pra todo mundo ouvir, que era verdade, que eu podia ir lá, e que não se brinca com essas coisas! O que foi que eu fiz? Solidariedade humana, tudo bem, mas isso já é demais!

E antes de terminar, o VMB para melhor simpatia ficou dividido entre: enfiar uma agulha no meio da verruga com uma linha vermelha benzida, deixar a linha lá que a verruga cairia em 02 dias (agulha? ah, tá); passar leite de mamoeiro ou mamão verde na ponta do nariz todos os dias (isso ia me dar uma bela mancha, além da queimadura por base, lógico), e o pior, comprar uma faca virgem, cortar a verruga (assim, a sangue frio) e colocar a faca numa bananeira pra não voltar. E disseram, que quase não sai sangue!

Mesmo com problemas existenciais, os mundanos me afligem. E com platéia interativa...

PS: Concordo com o Anjo em Fúria, festinha de aniversário de colega de trabalho, é foda!

Comments: postado por: Romy Trinity6:15 PM


miércoles, agosto 27, 2003

UM DILÚVIO, UM DELÍRIO

Escrever o post de ontem me fez bem, sinto hoje uma espécie de alívio, algo do tipo "mas é claro que o sol...". Claro que não foi só o post (e os comentários) que limparam meu céu; minha terapia de auto-ajuda, como sempre, resolveu muita coisa. Os grilos continuam e o passado continuam onde sempre estiveram, mas essa minha técnica nunca falhou, e agora eu respiro melhor. Tenho um sorriso até.

Alguém quer saber o nome da tal terapia? Acho que não, mas eu quero dizer. Esse método de encarar o dia (pelo menos um dia), foi desenvolvido por mim, com o auxílio da internet, do analista de Bagé e com a essencial contribuição da minha amiga Vanessa (que está em Londres agora), acabou por tomar o formato atual com o nome de FODA-SE. É assim, não importa o problema, vc vira pra ele e fala "Ah é? Então FODA-SE! Vc, o mundo todo e quem tiver opinião sobre isso!!!", aí vc sai (ainda resta um pouquinho da sensação de que não há saída) e faz algo bem idiota, tipo coisas que se faz quando tá bêbado ou drogado. Mas tem que ser algo REALMENTE idiota para VOCÊ! Não adianta sair e beijar a primeira pessoa que se vê na rua pra todo mundo dizer Ohhhh, e vc saber que é um amigo(a) seu. Nem pular de bung jump, sendo vc pára quedista. Tem que ser algo idiota, que vc ria disso um bom tempo, que demore um tempão pra consertar ou que fique pensando Meu Deus, o que foi que eu fiz!!! Observação: matar alguém não vale, e pedir demissão não é uma boa idéia.

No meu caso, eu usei a tática que sempre funciona, rodei as galerias do centro, e comprei duas coisas que eu queria muito (observem que estamos no fim do mês): o CD do Nightwish (já falei desse CD, alguma vez?) que estava namorando há 4 meses e um Discman. Eu não aguentava mais ficar 12 horas sem ouvir música, entre quatro paredes brancas, sem arte, sem comunicação, vir no ônibus ouvindo as profundas conversas entre cobradores e motorista em hebraico (não entendo o que eles falam!) e ir pra casa - 02 horas de viagem, sem fazer nada, já que ler no ônibus me dá uma dor de estômado terrível! Aí vc pergunta: mas quedê a loucura? A loucura é que eu estou com o orçamento estouradíssimo, que em setembro tenho que pagar aquele milhão de inscrições para os vestibulares (minhas e da minha irmã) e que parcelei no cartão de crédito, uma conta que só vai acabar em dezembro. Ou seja, até dezembro com a corda no pescoço e dizendo pro meu pai que tá tudo bem e que não estou sem dinheiro e nem que tenho comprado coisas fúteis e CD's. Aí foi isso. Preenchi uma profunda crise existencial com um buraco negro bancário no universo capitalista. Sinto-me mais fútil, mas sinto-me melhor. Ainda mais que acabo de escrever isto com a orelha doendo, e ao som do Fantasma da Ópera.

Antes de acabar esse post, o mais mal escrito, apenas duas coisas: Uma reclamação - Pô São Pedro! Marte nunca está tão pertinho da gente, já que ficou um mês inteiro sem chover, bem que o céu poderia se abrir para que eu pudesse contemplar meu planeta regente né? Por favor vai... Eu não quero morrer sem ver Marte, e se o tempo não abrir, isso vai acontecer e eu me sentirei a mais órfã das arianas. Abre o céu, por favor!!!!!!!

E, um comentário do comentário - X-Hunter: Pode não parecer é verdade, mas eu nunca amei, romantica e sexualmente alguém. Minha experiência nesse campo é teórica e platônica, de estudo profundo e tentativas ridículas. E, sei que existem diferentes formas de amor e de amar, e que eu certamente já senti alguma delas (pelo meu pai, meus irmãos, minha cachorra Branca, pela arte, pela Ciência), mas não vou adotar a sua sugestão de eufemismo de não encontrar "alguém para estar ao meu lado" pois já fui tentada por esse tipo de proposta. Mas, (de novo), mudo o termo, na primeira frase desta resposta substitua amor por Ágape, e pronto, estarei sendo sincera e literal.

Não percam tempo lendo este post, não vale a pena (adianta muito avisar agora, né?). Quem sabe amanhã eu melhoro.

Comments: postado por: Romy Trinity7:13 PM


martes, agosto 26, 2003

Tic-Tac

Tem uma coisa que está na minha cabeça há umas duas semanas. Fica lá dentro, pior do que música chata, pior do a vontade que eu estava de comprar o CD do Nightwish (essa eu matei), pior do que minha injuria vai e volta com o meu trampo, pior do pé frio, pior do que essa falta de alguém. Foi uma frase. Uma única frase do meu pai. E ela ficou lá, lá no fundo, tal qual o bater daqueles despertadores antigos. Até durmo, até esqueço, mas ele está lá.

Outro dia, meu pai e ligou, disse que estava saindo do plantão eme chamou pra ir comer esfiha. Eu estava no ap, pensando se ia ou não pra casa, resolvi ir, fia a mochila de qualquer jeito e fui correndo. Cheguei, toda empolgada (adoro jantar com ele), falando não lembro o quê, e comentei que estava super empolgada com a final do MTV Rock Gol. Aí, ele solta, assim sem querer, um balde de água fria com pedras de gelo: "Que vida vazia você leva". Na hora disfarcei pra ele não perceber que tinha acabado com minha noite, minha semana, e que ficaria pensando nisso um tempão. Mas acabou o meu fogo, comi, comentei uma outra coisa, fomos para casa juntos, esqueci um pouco e conversamos sobre milhares de outras coisas. Mas a bendita frase ficou lá. Quando levanto, quando vou deitar e em todas as horas livres, estou pensando nisso. No começo tentei ignorar, quem sabe não esquecia? Não adiantou.

Vida vazia... Mas o que seria uma vida cheia? Com o que se preenche uma vida sem ficar de saco cheio? Esse meu primeiro pensamento, meu impulso rápido de responder na lata. Mas (porque eu tenho tantos mas?), aquela vozinha que sempre me contraria, falou baixinho "O amor". Droga, mais uma coisa para pensar.

Por partes, se escrevo isso agora, tão mal escrito, tãi intermitente e incompleto, é porque, infelizmente, acho que tenho mesmo uma vida vazia. Mesmo que todo santo dia eu seja obrigada a sair do meu ap (conto nos dedos que pude ficar em casa sem fazer nada, o dia todo), mesmo que tenha amigos poucos mas fiéis, mesmo que os tenha visitado no domingo, mesmo que tenha amigos virtuais, e tantos outros mesmos, a verdade é que talvez minhavida seja mesmo vazia. Não falo de solidão, nãda disso, o que digo, é que se eu morresse amanhã, iria em paz, nada me prenderia aqui (só meu pai, claro). Não tenho planos começados. Isso é mau? Estou confusa demais. E o pior, sem palavras.

Quanto ao amor. Por que negar que me faz falta? E dói. Repito mais uma vez, não me incomoda estar sozinha, ou solidão. Não é isso. O problema é não amar. E nunca ter amado. Acho lindo, quase me emociono, quando leio, ouço ou assisto, alguém que diz que morreria por ele(a). Quando vejo o amor adulto de Matrix, ou amor aventureiro do Senhor dos Anéis, ou mesmo o amor infantil... não esse não conta, porque para mim, todo amor me parece infantil. Nunca disse eu te amo. E melosidades românticas me enjoam. Eu lembro, que uma vez, falei isso com alguém, que me disse que isso iria mudar. Não mudou. omo não mudou o fato de eu adorar usar camiseta, de não gostar de comprar sapato, e de adorar um bom desafio, no video game ou não. E não mudou o fato de eu achar os meninos adoráveis. Não faço parte, não mesmo, do clube do homem não presta. ninguém presta, a culpa não é dos homens. Ainda gosto dos olhos. E das mãos. Não tórax, pernas. Não, só vejo os olhos. E de tanto ver olhos (e por já ter tentado), descobri que o amor é inexplicável. Se ama alguém sem motivo. E os olhos são a chave. Uma vez, escolhi um menino, e resolvi gostar dele (acho que penso assim como consolo). Foi platônico, absurdamente platônico, simpatizei com a namorada dele, ficou pior, senti culpa, vergonha, dor e solidão de uma forma indescrítivel. Derramei lágrimas. Poucas, mas para quem odeia chorar, foram muitas, na rua, num dia de chuva. Fiquei doente. Foi horrível. Não pode ter sido amor.

Meu tempo acabou. E acho que a minha vida continua vazia... Ou nunca foi.

Comments: postado por: Romy Trinity7:43 PM


sábado, agosto 23, 2003

SÁBADO DE SOL

Um belo sábado de sol, e eu, mesmo gostando para caramba de frio, imagino como ia ser legal se estivesse de folga hoje, no Ibirapuera, assistindo ao show dos Paralamas. Será que tem alguém que acompanha minha escala e escolhe os dias mais bonitos em que eu estiver de plantão para marcar um show legal? Um dia é Kid Abelha e no outro Paralamas, que droga!!! É verdade que eu nem devia reclamar muito, pois fui à dois do Engenheiro este ano, e é bem mais que em qualquer outro ano, mas fica aqui uma lamentação baixinha.

E, nesta tarde ensolarada que contemplo atraves do vão entre a janela e o muro, muitas coisas me passam pela cabeça, idéias que estão ali há algum tempo e aquela sensação de tempo perdido que me oprime absurdamente. Não vejo em problema em trabalhar, repito, trabalhar, de sábado, mas vir aqui, ficar 12 horas encerrada numa sala, tendo o computador (sem mensagens para enviar nem receber) e o rádio (que tá morto hoje) como ocupação e companhia dá uma sensação de tempo perdido. Aí vem as perguntas: Por que vc não aproveita o tempo para estudar? Por que vc não aproveita o tempo para ler um livro? Por que vc não escuta um CD? Por que vc não revisa alguma coisa? Faz mal ficar o dia todo olhando o computador, por que você fica aí na Internet lendo esses blogs egocêntricos? Por que vc não fica conversando com a equipe de plantão?

São tantas vozes falando na minha cabeça (e fora dela), e as repostas parecem desculpas esfarrapadas para continuar reclamando, que faço uma ressalva: Isto não é uma reclamação (agradeço tudo que tenho) e sim uma simples explanação da minha realidade e dos reais motivos que me levam a uma mágica melancolia. Não estudo porque preciso de música, água gelada e comida para estudar, e porque não gosto muito de estudar para o vestibular, só o faço por pura necessidade - meu negócio é aprender coisas novas; não leio um livro porque teria que fazer um esforço sobrenatural para parar e depois que começo, é difícil me concentrar em alguma coisa que não o fim do livro (ninguém imagina o autoflagelo que foi para mim descobrir o blog do Sarcófago "www.osarcofago.kit.net"); não escuto um CD porque ainda não comprei meu discman (estou adiando o momento de voltar ao stand center), perdi o walkman do meu pai, e o computador aqui não tem CD - sim, no serviço público é artigo de luxo, pois como a maioria dos computadores é trazido pelos próprios funcionários, os poucos que são do estado NUNCA recebem um Upgrade. E, continuando, é claro que faz mal ficar olhando para a tela o dia todo, por isso eu saio para almoçar, hehehe; agora, quanto a conversar com a equipe de plantão, isso é um capítulo a parte.

Quando eu era da minha equipe, e ela estava engrenada (que saudades!), era uma maravilha ir trabalhar, as doze horas passavam mais rápido que um piscar de olhos mesmo nas madrugadas mais frias (nós pegamos a madrugada mais fria de 2002). Era uma equipe tão equipe, que nem foi tão cruel passar o ano (31/12/2002) trabalhando... Pena que acabou, primeiro a Ligeirinha, depois o Nóia se foi, o melhor delegado que já conheci, e no fim eu e a katscully. Ficou só a Alê, da velha e boa equipe A. Ai, ai... Então, com essa equipe, cujo relacionamento foi acontecendo de forma gradual, tudo bem bater um papo; o problema é que aqui cada dia é uma equipe diferente, normalmente de pessoas mais velhas (mentalmente), e a única com quem eu tenho um pouquinho mais de afinidade é a que está de plantão hoje, mas por uma ironia do destino, também perde um dos seus componentes. Um dos escrivães, por causa de um desentendimento bobo com uma estagiária, foi transferido para outro DP. É assim mesmo seus amigos: a verdade é que nos temos estabilidade no emprego e só.

O sucateamento da polícia não está só nos baixos salários, no equipamento de trabalho (que equipamento?) ou no perigo que a gente corre todos os dias só por ter uma funcional. A situação do policial civil é de insegurança total porque ele só é respeitado quando tem muitos amigos influentes ou quando é bem antigo na carreira (coisa de 20 ou 30 anos). Imagine você, que vive metendo o pau na policia, como se sentiria se hoje vc trabalhe no bairro xis, já conhecido o suficiente para não ser roubado ou morto, habituado com as ocorrências e os moradores, com seus horários (cursos, consultas médicas, escola dos filhos, férias, etc) estruturados em cima dos horários da sua equipe ou da chefia, e de repente assim, de um dia para o outro, sem aviso prévio, vc é transferido, sem direito a réplica, para um bairro longe da sua casa, que vc nunca nem ouviu falar, ou ouviu que é o mais perigoso da cidade, em horários totalmente diferentes, tendo que começar tudo de novo, como se fosse seu primeiro dia de emprego, procurando se habituar de novo, sem saber quando vão te jogar em outro lugar? Que tal? E se isso se repetisse sem um padrão? Eu posso ficar aqui mais um dia, um ano ou uma década. É assim, e não há com quem reclamar, porque a resposta é "sempre foi assim, com o tempo vc se acostuma", e não se pode passar por cima da escala hierárquica, pois, isso sim, pode ate gerar uma demissão!

Quando aconteceu isso comigo, de ser transferida por um motivo idiota, eu fiquei meio assim com muita gente que mal falou comigo e me cumprimentou como se fosse me ver no dia seguinte. Ninguém (com excessão da kat) percebeu que aquilo tava ferrando com quase todos os meus planos para este ano, pois pra eles era a coisa mais normal do mundo! Confesso que fiquei um pouco magoada, mas, hoje, passando pela situação, vendo o referido escrivão meio amuado pelos cantos, perdoo todo mundo! Porque não há o que se dizer numa situação dessas. Eu peguei telefone, tentei passar pelo olhar (eu sou melhor nas palavras escritas que na faladas) que entendia o que ele sentia, e que me atingia não poder fazer nada mesmo. Só se eu virasse delegada, mas isso eu não quero ser! Então, Sr. Escravão, se vc estiver lendo isso assim sem querer, saiba que embora eu não saiba e nem quero saber os motivos e circunstâncias do seu bonde, acho isso uma falta de respeito com vc como profissional, como pessoa e como colega de trabalho! E que, espero sinceramente, um dia vai entrar alguém que administre essa instituição como uma empresa privada! E aí, o Brasil vai pra frente!

E, relendo o que escrevi, chego a conclusão que o que tenho a fazer é mesmo ficar lendo os blogs, já que tenho que manter o computador ligado e os pulsos no sábado a tarde são mais baratos (assim não gasto o dinheiro do contribuinte). E, me consola, pelo menos não lerei no relatório do plantão de hoje "NADA DIGNO DE REGISTRO".

PS: No fim, até que conversei um pouco com o pessoal do plantão!

Comments: postado por: Romy Trinity5:50 PM


viernes, agosto 22, 2003

CATARSE

No terceiro ano do técnico em nutrição a gente tinha aula de psicologia. Todas as aulas eram muito legais, e o mais divertido era que eu me encaixava em pelo menos dois ou três sintomas de toda e qualquer psicopatia! Só mais tarde é que fui descobrir que isso era normal, sendo anormal o totalmente oposto, uma vez que as psicopatias consistiam num exagero de características que todos nós temos. Mas, o caso é que logo no comecinho da matéria a prof. explicou sobre o catarse. É um troço muito louco, que as pessoas fazem quando se empenham realmente numa terapia. Sabe, aquele lance de deitar no sofá e ficar falando, falando, até não ter a mínima importância se tem alguem ouvido ou não? É isso que ia fazer agora, mas perdi a vontade.

Mesmo que eu não faça um bom catarse, vale alguns desabafos e crises de consciências rápidos (que para variar o cyber fecha em 20 minuots). A primeira coisa que me indigna é esse lance do show da Mix. A verdade é que eu não deveria ficar brava, já que é direito deles, que promovem o show, limitar o ingresso a quem realmente escuta a rádio, até mesmo para evitar a zona que foi no último show (que eu tinha os ingressos mas meu pai não me deixou ir pq estava chovendo). Mas estou brava sim. Porque nem o Rock in Rio tem uma seleção tão boa de bandas nacionais, vai ser um único dia de show (dia 31/08), essas bandas raramente dão shows só com hits - exemplo, Engenheiros do Hawai que adora encher o show só com músicas do último CD, e a troca de ingressos é anunciada apenas uma vez durante toda a programação! Isso mesmo, vc tem que ficar o dia inteiro ligado na MIX, que eu não acho melhor que a 89, e torcer para já não terem falado, porque não vão repetir. E, o pior, nem fazem como a 89 que fala "até tal horas". Simplesmente anunciam "troca de ingressos no estacionamento da sub prefeitura da Vila Mariana" às 14:00 e não falam mais nisso o dia todo! Eu não pude ir hoje, não tem rádio no meu trabalho, e se não tiver a sorte de ouvir o local na terça ou quinta que vem, simplesmente não irei ao show! É o fim da picada! E para complementar, o show é no dia ENEM, ou seja, com excessão da minha pessoa que perdeu o prazo para fazer o ENEM, a maioria dos meus amigos roqueiros vão estar fazendo prova no domingo. Dúvida cruel: vou sozinha (se tiver sorte) ou perco o maior show de rock nacional do ano? É foda.

A segunda coisa, me ocorre agora, é uma das desvantagens de acessar de cyber café: quando não tem uma dupla (feminina) no computador ao lado falando baixinho ou numa mesa longe falando alto, os jodadores de counter strike ignoram totalmente que os outros usuários não estam usando fones e berram cada comemoração como se estivessem num estádio de futebol. Mas eu não falo nada, porque é um direito deles, que também estão pagando, né?

A terceira coisa que está me incomodando, transformo num lembrete para todas as pessoas que pensam em morar sozinhas: "se você não lavar a roupa, ninguém o fará. E, se vc não levar a roupa na lavanderia, ela não vai fechar mais tarde por isso. E, em ambos os casos, a roupa continuará suja e se vc ficar muito tempo sem lavá-la a roupa limpa vai diminuindo da gaveta. Até acabar!" E isso, inadvertidamente, aconteceu comigo! Acho que alguém usou minhas roupas! Eu acordei um pouco tarde hoje, travei uma dura batalha ao trocar o botijão do gás (quase morri de tanto gás que vazou!), limpei o ap que parecia um campo de batalha com corpos de cupins e baratas espalhados no chão entre roupas e papéis, praguejei porque ja era tarde para ir até a Vila Mariana (já que eu não sabia chegar lá), pus as cartas da promoção do leite no correio, e aí, não dava mais tempo para lavar a roupa! Cara, que droga, vou trabalhar sábado e segunda, e só tem mais duas peças de roupa limpa no armário! Estarei no limite. Não vou comer nada que vá molho, uma vez que são sempre as roupas brancas que sobram no fundo da gaveta....

Mas, fora tudo isso, tudo bem.

Comments: postado por: Romy Trinity7:38 PM


jueves, agosto 21, 2003

"A SOLUÇÃO É ALUGAR O BRASIL"

Tenho que pedir desculpas por ter colocado a culpa na Blogger e na Globo por não ter conseguido abrir minha página. Depois de fuçar em vários sites e fazer as tentativas mais ridículas para exibir a página (como tentar vencer o micro pelo cansaço, dando enter sem parar), pensei nun novo endereço e antes de mudar fiz, consternada, uma última tentativa no cyber que eu sempre vou e confio e... funcionou! Fiquei super feliz, fiz outras tentativas para dar o mesmo erro e não descobri nada demais. E, aí, voltando ao cyber novo que abriu no centro (que foi onde deu erro) e está dando a 1º semana de acesso gratuito, não consegui de novo. Conversei com o cara e ele disse que a página não existia e pronto. E não adiantou explicar que era a MINHA própria página. Ele disse "ta fora do ar". Então, transformei minha injúria em xenofobia.

Não acredito que os estrangeiros estraguem ou superlotem um país. Tenho uma visão utópica, de que o Brasil é a potência do novo mundo e que deve abrir os braços para acolher todos que procuram abrigo. Mas, existe um ítem essencial que deve ser considerado: o respeito pelo país (e povo) que se (te) adota. Falo tudo isso porque os caras que estão abrindo esse cyber café são de Taiwan. Tudo bem, entendo as diferenças culturais e linguísticas e imagino que deve ser difícil para eles a nossa língua e a velocidade com que a falamos. Já ouvi vários estrangeiros, e alguns nordestinos, reclamarem que a gente fala muito devagar. Sei lá, ninguém acha que tem sotaque. Mas, o caso é que, se você vai visitar um país, aprenda um pouco da língua, se vc vai mudar para o país, aprenda a língua mesmo. E, se vc vai abrir uma loja de serviços, aprenda a falar bem e entender melhor ainda a língua desse país!!!

Poucas coisas me deixam mais feliz do que a comunicação, e me irrita profundamente não ser compreendida ou não entender o que o outro está falando. Talvez eu até esteja exagerando um pouco em relação aos caras desse cyber, por que eles pelo menos são simpáticos e se esforçam um pouco. Só que na hora, fiquei injuriada, porque eu estava tentando dizer para ele que o computador dele não estava entendendo cacteres especiais, tipo o underline que consta no meu endereço. E o pior é que ele não têm nem 1 funcionário brasileiro. Ninguém para explicar o que eu estava dizendo ou resolver o problema. E, por isso, voltei ao meu cantinho no mesmo lugar de sempre...

E, apenas finalizando o assunto, se for necessário que eu fique num péssimo humor e me torne a mais estúpida racista anti-orientais do planeta, basta me mandar pesquisar preços no Stand Center, na Paulista. Uma galeria com vários stands de coreanos, japoneses e afins, onde os preços são normalmente mais baratos. Eu acho que é contrabando e/ ou pirataria o fato de um aparelho importado custar tão mais barato no centro econômico da cidade, mas, vive-se de ilusão né, gosto de pensar que se está na Av. Paulista, numa galeria onde alguns aceitam cartão de crédito e outros têm registro no Simples, então a polícia deve estar sabendo e se não faz nada é porque não tem nada de errado. Mas, continuando, perto do dia dos pais, fiz essa empreitada suicida para ver o preço de um discman e de algumas câmeras digitais. Todos, repito, todos os diálogos foram iguais ao que segue:

Trin: Bom Dia.
Japa: -------
Trin: Vc tem discman da Sony?
Japa: Ali
Trin: Quanto custa:
Japa: cento oitenta
Trin: Esse tem rádio e anti shock? (Reais?)
Japa: Não tem
Trin: Ah, e tem anti shock? (Não tem o quê?)
Japa: Tem, tá escrito.
Trin: E rádio? (Se vc tivesse tirado o aparelho pra eu ver, eu teria lido...)
Japa: Com rádio, duzentos.
Trin: E o com rádio vem con anti shock, né? (Senhor, fazei com que eu não bata a cabeça desse cara no balcão)
Japa: Tem, duzentos reais.
Trin: Aceita cartão? (Agora vai)
Japa: Só dinheiro e cheque bom.
Trin: Tem garantia?
Japa: Duzentos.
Trin: Ah, e vem com a nota fiscal? (ai, meu Deus!!!!!)
Japa: Duzentos
Trin: Posso dar uma olhada?
Japa: Esse, rádio, anti shock.
Trin: Mas esse não é Sony! Não tem da Sony? (Mas não foi isso que eu pedi?)
Japa: Sony, cento oitenta.
Trin: Obrigada. (Volta pra China, pra Coréia, pro Japão, pra Mongólia ou aprenda a falar a MINHA LINGUA, pois vc está no MEU PAÍS, sonegando os MEUS IMPOSTOS, colhendo na MINHA TERRA, vivendo do MEU SOL.)

Ninguém merece. Ou melhor, a gente até que merece, quem mandou querer ser esperto e comprar tudo mais barato? E quem mandou tratar os estrangeiros como se eles estivessem fazendo um grande favor usurpando o Brasil e os brasileiros? Quer saber? Bem feito! E vamos sambar, rebolar e jogar futebol com tênis da Nike!!!

Comments: postado por: Romy Trinity2:35 PM


martes, agosto 19, 2003

**** TESTE PRÉ INJÚRIA TOTAL ****

Eu não consigo entrar no meu próprio blog!!!!! Isso não existe!!! Estou postando isso pra ver se publicando alguma coisa ele se arruma sozinho. É o meu modo de contar até 10 antes de ficar muito injuriada e começar a xingar toda a geração dos caras da globo, que "generosamente" liberam este espaço pra gente!!! 1,2,3 ...

Comments: postado por: Romy Trinity9:01 PM


lunes, agosto 18, 2003

Atrasada

Como se já não bastasse eu ser meio atrasada na vida real, agora no mundo virtual também! Fiquei sapeando na internet, respondendo todos os e-mails, papeando no ICQ e entrando em vários blogs e agora só tenho 7 minutos para postar! mas não reclamo não, porque adoro o ICQ, e as minhas preces foram ouvidas e vão inaugurar um cyber café que fecha as 23:00h pertinho da minha casa! Se não for muito caro, terei muito mais tempo!

Rapidamente sobre o fim de semana, não fiz nada do que tinha programado, mas me diverti e descansei bem! Meus planos se resumiam em fazer um novo template no com o programa novo do meu pai, mas nem fui pra casa...Por isso, acho que só daqui um mês ou poder colocar meu perfil (só para constar), e minha lista de blogs favoritos (que a cada dia aumenta), já que na próxima folga gorda é o show da mix! E vou ficar aqui em Sampa mesmo.

No sábado fui ver Mephistópheles no SESI da Paulista, a peça é ótima!!!! Vão!!! Últimas semanas! Sempre que vou ao teatro, as peças me fazem pensar mesmo! No domingo, talvez até como consequência da peça, fui visitar minha avó, coisa rara de acontecer. Avós são os seres que mais provocam ternura em mim. E olha que eu nem gosto dessa palavra.

Meus minutos se esgotam... O que eu queria deixar registrado em relação ao final de semana é que eu gosto de ser adolescente, e não concordo com quem acha que a gente tem uma idade de assumir responsabilidades, descobrir o que quer da vida e parar de fazer as coisas por impulso só porque deu na telha!

Tempo esgotado!

Comments: postado por: Romy Trinity8:01 PM


viernes, agosto 15, 2003

DIA DO SOLTEIRO

Foi pescando uns blogs por aí que descobri que hoje é Dia do Solteiro. Acho isso certo, mas só seria justo se os meios de comunicação bombardeassem os casais com imagens de pessoas livres, curtindo a vida, dando-se um presente (sem correr o risco de ganhar um presente errado), saindo com um monte de amigos. Só pra eles sentirem um pouquinho do que a gente sente no Dia dos Namorados! Mas, não reclamo não. Afinal, com a descoberta deste dia, passo a ter direito a ganhar dois presentes meus no ano: o do dia 12/06 (claro) e o de hoje, por direito. Assim, VIVA O DIA DO SOLTEIRO!!!!!!!!!!!!

Mudando de assunto, acho que exagerei um pouquinho nos últimos posts. E, ao exagerar acredito que fui, digamos injusta, com as coisas boas da minha vida. Começando pelo termo "depressão", substituo pelo termo "triste e P*** da vida", porque embora nunca tenha tido a tal depressão clínica, já fiquei muito mal, sem vontade de fazer absolutamente nada. E como ontem eu tinha vontade de sair gritando e batendo em tudo o que eu visse pela frente, então não era tão ruim assim. Talvez eu tenha considerado isso depois do karaokê. Não sou muito fã de balada, não gosto de ninguém encostando em mim, e não queria sair ontem, mas fui porque já tinha combinado e porque fazia um bom tempo que nao via a galera da cia. E, aí, enquanto estava sentada lá, ouvindo a galera cantar do karaokê, observando a mim mesma pagar uns micos (tentando imitar a Shakira, por exemplo), eu percebi que embora não tenha mais (ou ainda) a "minha turma", uma galera que curta viajar, cinema, teatro e um bom show de Rock, é legal sair de vez em quando com pessoas com que se tem afinidade, que respeitem o fato de eu tomar água a noite inteira, que entendam que eu não sei dançar mesmo, e que apesar da distância, e de serem mais velhas, ainda sintam uma certa... afinidade (embora eu ache que isso um dia acabe). É legal fazer isso. De vez em quando.

Fui injusta também quando disse que não gostava do lugar onde trabalho e pronto. É verdade que eu não gosto, mas hoje, percebi que deveria ter escrito, que EU não gosto e não que o lugar seja o pior do mundo. As pessoas até que tentam ser afáveis e algumas até tem carisma, e não posso culpa-los por acharem que isso é muito legal. Já ouvi milhares de vezes, e tenho a impressão que ainda ouço através das feições, que "aqui é legal, porque não é muito movimentado, tem uma boa convivência com os mikes, que eu sou nova e já tenho um emprego estável, que é bom que eu não tenha mais que fazer plantão noturno, que saí do atendimento e não tenho que ficar aguentando os problemas dos outros" e já cheguei a ouvir um "agora é só esperar a aposentadoria". Se isso é bom para eles, ótimo, mas para mim não é. Eu tenho 22 anos, não vou passar 30 anos esperando uma aposentadoria hilária. Fala sério!

O que eu quero dizer, é que estou dando um jeito de sair daqui sem queimar o filme com ninguém, pois eu sei que os descendentes dos deuses (comumente chamados de delegados), não conseguem esquecer nem perdoar aquilo que eles não conseguem entender. E eu não posso chegar para uma divindade e dizer: Eu quero muito trabalho, emoção, responsabilidade e conhecimento!. Se eu disser isto, eles me mandam para o Inferno (quase literalmtente) e nunca mais me deixam sair de lá. Por isso, vou procurar o momento certo pra pedir permuta.

A minha sorte é que agora estão pedindo o nível superior para investigador (e ainda falta o vestibular pra eu me formar), porque sentada aqui, antes do almoço, ouvi no rádio um roubo a banco em andamento e aí segue uma viatura atrás da outra informando que está indo para o local, e o barulho de sirene; e sei que se eu virasse tira mesmo, ia ser bem mais difícil sair, adrenalina vicia. Mas, meu Deus, eu queria sentir emoções fortes assim por uns tempos. Vir trabalhar, ter um parceiro legal (senão esquece), investigar mesmo e voltar para casa com aquela sensação de missão comprida! Eu sei que explicaram mil vezes na Academia que a vida real não é parecida com máquina mortífera, nem duro de matar. Tudo bem, não quero matar ninguém, mas fazer uma super prisão deve ser uma emoção incrível. Mas, eu vou ser médica, vou trabalhar no PS e aí eu vou ter emoção de sobra e a sensação ainda mais gratificante, a de salvar vidas!

"Mas é claro que o sol, vai brilhar amanhã, mais uma vez, eu sei..."
Viva Renato Russo! Forza Sempre!

Comments: postado por: Romy Trinity6:33 PM


jueves, agosto 14, 2003

DEPRESSÃO

Eu não estava em depressão, mas agora estou. Acabei de escrever um post lindo, enorme e ao final estava até sorrindo, mas, como o universo nem sempre conspira a meu favor, esqueci de copiar o texto antes de postar (nem pensei que precisasse, afinal aqui é speed, nunca cai) e aí, apareceu aquela mensagem que fiquei muito tempo sem fazer nada e tinha que me logar de novo. Merda elevada a terceira potência!!! O idiota do cara do meu lado fica espiando o que eu tô fazendo, ontem perdi um papel importante no 95, amanhão vou levar a maior bronca de todos os tempos, e agora isso!

Quero dormir e nunca mais acordar!

Comments: postado por: Romy Trinity5:31 PM


martes, agosto 12, 2003

O TEMPO

O tempo é engraçado. Na real, fazem uns 13 dias que eu não publico nada aqui no blog, mas estes dias camuflam-se e eu não sei se passou um mes de tanta coisa que aconteceu ou apenas uns dias de tanto acontecer as mesmas coisas. Por isso, em respeito aos meus inumeráveis leitores (adorei isso!), não vou ficar me perdendo em divagações sobre o tempo, e depois pubicar vários posts diferentes, e sim enumerar as coisas que eu quero falar, para ver se me torno um pouco mais objetiva.

1) Grande coisa publicar três post num dia e depois sumir, escafeder, parecer que morreu! Desculpa pessoas que as vezes leêm esse blog. Não queria ter ficado tanto tempo sem postar, mas é que eu mesma saí do ar (e não foram férias)

2) Em breve mudarei esse template básico para algo mais completo, que seja a minha cara por um tempo. Vou trabalhar nele no próximo final de semana e estrear um aplicativo novo do meu pai só para elaboração de páginas; e aí, vou colocar o meu perfil, blogs dos amigos, blogs preferidos e sites legais. Vai ficar diferente, bem parecido com o que eu quero (até eu enjoar, claro)!

2) Fiquei fã de um blog que saiu no top of blogs, Anjo em Fúria (www.anjoemfuria.blogger.com.br), e posso dizer que é o melhor blog que já li desde que comecei a curtir blogs. O cara expressa muitas coisas que eu sinto, além do profundo nervoso que sinto quando vou trabalhar. Ninguém merece pegar ônibus em Sampa, ainda mais se for de uma linha pouco usada e com intervalos de meia hora (no mínimo). E os motoristas, sem comentários!

3) Não aconteceu muita coisa de diferente na minha vida nestes dias, e isso me deixa triste. O mais legal foi que li um livro MARAVILHOSO!!!!, da Marion Zimer Bradley, chamado A Dama do Falcão, que também é da série Darkover. Aliás, fiquei de boca aberta ao saber que não tem nenhum site brasileiro desta autora. Talvez eu monte um. Então, e por causa desse livro, acho que vou mudar o meu nick em todos os lugares para Romily. A Romily tem a ver comigo bem mais profundamente que a Trinity. Mas vou pensar mais seriamente sobre isso.

4) O Dia dos Pais foi legal, queria dar um diskman pra ele, mas faltou grana. Quem sabe no aniversário dele.

5) Outra coisa que estou pensando é se entro ou não numa Academia. Estou engordando terrivelmente, acho que em dois ou três meses não vou caber no apartamento! Tá, exagerei um pouco, mas eu sei que é bem mais fácil perder gordura recem adquirida do que a definitivamente instalada, principalmente se for na barriga. Mas, eu fui na academia, e a mulher perguntou que tipo de exercício (aeróbico) eu gostava de fazer. Eu respondi na lata, pedalar, aí ela falou que eu podia fazer bicicleta e algumas abdominais, já que eu não estava acima do peso (só se for do peso dela), e a mensalidade em promoção ia sair R$70,00. Aí, eu pensei, com R$170,00 eu compro uma bicicleta (ergométrica ou não - já que furtaram a minha) e com 25 um aparelho de abdominal. Será que vale a pena fazer academia? Se alguém for dar sugestões, lembrem-se que parar de comer: macarrão com muito molho e muito queijo, pão com ovo, nhoc, macarrão alho e óleo, lazanha, pizza, sorvete e chocolate não é uma alternativa!

6) Descobri que, sem sombra de dúvida e usando a maior sinceridade, não gosto do meu trabalho e nem do lugar onde trabalho. Não é a minha cara, as pessoas são normais, a maioria dos mikes de lá não são legais como os do 15, me olham de um jeito estranho e vivem fazendo piada grossa e nojenta. Não entendam mal: não é que eu não goste da minha carreira. Eu gosto de atender o público, de trabalhar com computador, falar no rádio e de várias outras atribuições, mas não lá. Eu sei, conheci umas pessoas legais, mas o ambiente nem sempre é legal e isso me esgota. Não tenho problema nenhum em trabalhar com população de baixa renda, mas com gente de baixo nível, não dá! Vou fazer o primeiro concurso que abrir para voltar para o Serviço Federal! Com certeza deve ter alguma carreira lá que também trabalhe com informática e, mesmo que seja todo dia, vai ser menos pior do que trabalhar lá. Nem tenho tanto horror a papel, e normalmente, me adapto bem. Bom, não adianta ficar xingando, o jeito é estudar e esperar abrir o concurso. Meu desespero é tanto que aceito sair de Sampa (eu amo essa cidade!) pra sair de lá. A probabilidade de levar uma bala no Rio é só um pouquinho maior do que levar aqui.

7) Descobri uma lan embaixo do minhocão que fica aberta até a 01:00h, então provavelmente eu volte a postar todos os dias, embora sempre tenha fila por lá; e não lembro o que mais eu tinha pra dizer.

Como não tô afim de fazer um final elaborado, termino aqui. É isso!

Comments: postado por: Romy Trinity5:33 PM



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