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Tradução
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Este é o meu espaço livre na MATRIX, onde posso depositar as emoções (e ilusões) da (minha) vida e brincar de jornalista, crítica, prêmio nobel da literatura... Escrevo não só por necessidade, mas também para entender o porquê, dela, de pensar o tempo todo, e de tantas palavras, tantos textos nascidos semi-prontos pedindo para gritar. E aí, quem sabe, alguém lê e me explica por que eu, e não só eu, com medo de ser decifrada, preciso tanto de tradução. sábado, diciembre 27, 2003 O ÚLTIMO POST DO ANO ... E finalmente o último post do ano! O que será? Retrospectiva 2003? Lista de Ano Novo? Desejos de Feliz Natal e Próspero Ano Novo pra todo mundo? Tcham, tcham, tcham, tcham!!! Que emoção, que expectativa! Eu gosto do fim, gosto mesmo. Mesmo que seja o fim de algo bom, como este ano, em que cumpri mais de 80% das minhas metas, descobri a alegria de morar sozinha, fui livre, viajei muito, beijei muito, encontrei novos velhos amigos, montei um blog, escrevi muito, fui mais ao cinema, estive mais próxima de alguns amigos (como a Scully, por exemplo), baladei o suficiente, me aproximei mais de familiares, mesmo estando mais longe, visitei mais minha avó, recebi pela internet raiozinhos de sol de bons amigos que estão no além mar (Glauco, Vanessa, Rosana, é sempre uma alegria imensa ver o nome de vocês na minha caixa de entrada), me apaixonei por um dia por duas vezes, passei no vestibular, não me permiti acomodar, tive um feliz natal e fui feliz. Claro que houve o outro lado, as coisas não tão boas, como a guerra estúpida no Iraque, morar longe da minha cachorra Branca, não estar por perto pra apoiar minha irmã, não ter beijado ninguém que eu gostasse realmente, a morte dos meus peixinhos, o bonde da delegacia, a miséria deprimente na cidade de São Paulo, a falta dos jantares em familia, não passar na FUVEST e terminar o ano no vermelho total. Mas valeu a pena. Fica a sensação de missão cumprida, de ter realmente vivido cada dia do ano, até aqueles em que dormi mais de dezesseis horas. E se esta missão termina, é com alegria e disposição que começo a planejar a próxima. É verdade que não anseio o próximo ano como desejei esse. Em novembro de 2002 já contava nos dedos os dias que faltavam para o "ano novo", mas isso não signifa que eu não vá me esforçar ou me entregar para o ano que vem. Afinal, será em 2004 que eu vou começar a minha primeira faculdade, perder cinco quilos, aprender a nadar, aprender a dançar, ajudar meu pai a comprar uma casa, morar com meus irmãos, ler muito, viajar bastante, melhorar minha alimentação, ir mais ao cinema e ao teatro, comprar um carro, trocar de trabalho, aprender a tocar violão, tocar mais teclado, ver mais meus amigos, começar a guardar grana para Santiago e Peru, começar a pesquisa e o planejamento para Macchu Picchu, beijar alguém que eu goste muito, e se não der, beijar muito mesmo assim, ter um gatinho, tirar a verruga que incomoda o mundo, me apaixonar mais por mais que um dia e até, quem sabe, namorar. Porque eu não preciso provar nada pra ninguém sou livre. E essa liberdade me dá segurança pra viver a vida que eu quiser. E essa liberdade é meu bem maior, a porta da minha fé no Universo, que conspira a nosso favor, e em Deus, meu amigo, que sempre me ouve, mantém minha família protegida pra que eu possa seguir em paz. Esse meu Amigo me ensinou, através de um outro amigo, irmão também, que ao pedir devo crer já ter recebido. E aprendi, por outros mestres, que devemos ser justos, e que é melhor conquistar do que receber. Por isso, peço a cada um, principalmente aos amigos e companheiros, a cada e a todo ser vivo, que seja feliz. Do modo como quiserem, sejam felizes. Desejo a felicidade plena, aquela, repleta de tristeza e alegria, feita de luz e sombra, de riso e lágrima, de razão e emoção. Desejo a felicidade por um único segundo e por toda a eternidade. Mas isso, é apenas o meu desejo, para mim e para vocês. Pedir mesmo, só peço que cada um seja feliz ao seu modo, lutando ou não, sorrindo ou não, amando ou não, enriquecendo ou não, mas que seja querendo. E se não quiser, então não seja, porque, sem querer, será. Termino 2003 agradecendo imensamente, agradecendo demais, a todos que fizeram parte da minha neste ano. Agradeço todo o Universo e tudo o que há depois dele. Começo 2004, de vestido branco, pés descalços, inspirando fundo, sentindo o vento no cabelo, o sol no rosto, o som da vida em tudo, sorrindo e dando o primeiro passo. E acreditando que todos caminham para onde desejam, e que todos os sonhos são possíveis. Feliz Ano Novo para todos nós. Comments: postado por: Romy Trinity3:08 PM martes, diciembre 23, 2003 O NATAL "Diz a lenda que nasceu um menino numa manjedoura, porque ninguém aceitou acolher sua mãe, mesmo com o maior barrigão numa noite fria. Aquecido pelos animais do estábulo em meio ao feno, assistiram sua chegada ao mundo apenas seus pais e alguns pobres pastores. Numa noite estrelada, que se comemora em 06/01, três reis magos (e não o papai noel), guiados por uma estrela brilhante, trouxeram presentes ao menino, incenso, mirra e ouro (não tenho certeza, mas sei que não foi um nintendo, um macacãozinho amarelo, nem uma televisão). Parece que teve um monte de anjo cantando também. Esse menino cresceu e tornou-se um humilde pescador, grande revolucionário, que falava com mulheres, tocava (e até curava) leprosos, conversava com homens sábios mesmo sem ter ido à escola, tinha amigos pobres, amigos ricos, amigos homens e amigas mulheres, e não via diferença entre eles. Parece que conseguia andar sobre o água (acho que ele era surfista), e numa festa transformou água em goró (vinho mesmo). Dizem que até ressuscitou um cara uma vez. Nunca escreveu um livro, fez um filme ou montou um blog. Não ditou leis, regras ou moda (embora tem uns caras por aí que ainda usam o cabelo comprido). Aconselhava apenas que se amasse Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo, acho que por uma questão de praticidade, porque guerras são complicadas e ter um monte de deuses pra um monte de coisas é trabalho demais. Apesar de não ser contra os impostos, de nunca formar um exército, de reunir o povo apenas para contar histórias, de não querer o trono, de nunca se dizer rei - dizia apenas que era filho do Pai (o que pra mim é óbvio, além de ser filho da mãe também), inventaram que ele era um perigo para a ordem e alguém acreditou. Ofereceram uma grana pra um dos caras da galera dele. Pra se ter uma idéia como era viagem o lance de ele ser uma ameaça, os guardas não sabiam nem como era a cara dele. Sabiam apenas que era chamado o Galileu, que entrou em Jerusálem uma vez montado num burrico branco (show, o cara tinha estilo mesmo), que tinha cabelos longos e que um monte de gente o seguia. Ahn? Não, não ele não era uma celebridade. Continuando, aí os guardas não sabiam quem era ele mesmo, que não tinham inventado a web cam nem o fotolog, e o aquele cara que aceitou a grana, foi lá e deu um beijo nele. Prenderam o tal Galileu, e só pra vc ver que como ele era gente boa, um dos amigos dele, não aquele, outro, foi lá e arrancou a orelha de um guarda com a espada. O Galileu deu a maior bronca no amigo e colou a orelha do guarda de volta, como eu não sei. Preso o Galileu, barbarizaram com ele, riram, tipo assim, cruel mesmo. No fim, o imperador falou que não tinha nada a ver com isso, e conseguiram crucifica-lo. O que é crucificar? É algo muito, mas muito ruim, que além de matar, dói pra caralho. O cara fica na vertical, pendurado com pregos em posições estratégicas pra não cair, mas também não rasga a pele. Juro que é horrível, mas mesmo assim, o Galileu não xingou a mãe de nenhum dos guardas, uma das poucas coisas que falou foi pedir pro pai dele perdoar todo mundo porque ele achava que os caras não sabiam o que estavam fazendo. O pai dele eu não sei, mas a mãe dele, que era muito boa, pelo que consta, perdou. Aí, o céu ficou injuriado com aquela barbaridade toda, fechou o tempo, caiu uma chuva tenebrosa. Depois umas mulheres pegaram o corpo dele e sepultaram, que naquele tempo, era por numa caverna e fechar com uma pedra. E ainda assim, mesmo com o cara morto, uns guardas ficaram vigiando a entrada do túmulo com medo de que ele saísse dali. Então, alguém disse ter visto ele não sei onde e quando abriram a gruta, não tinha nada lá, só um pano manchado, que hoje chaman de santo sudário. No fim, o Galileu estava certo mesmo, porque os guardas, ou o imperador, tanto faz, fizeram a maior burrada tornando-o um mártir. O lugar onde ele nasceu, morreu e percorreu nunca mais viu a paz. Até hoje os caras estão se matando por ali (é lá pros lados do Sadam). Depois, os discípulos, que era a galera dele, começaram a repetir o que ele falava, e com o passar dos tempos, se tornou a fonte de uma nova religião. O nome dele era Jesus de Nazaré, a religião cristianismo, e a igreja católica apostólica romana. Não sei da onde tiraram o cristo ou porque a igreja era romana se foram os romanos que o crucificaram. Nem porque foi nascendo outras igrejas dentro da mesma religião. Muito menos porque é que essas igrejas ficam brigando pelo que o que ele disse ou deixou de dizer, sendo que é impossível provar até mesmo se ele existiu ou não, já que tudo isso foi há mais de 2000 anos, tem até gente que diz que nem foi tudo isso, e que ele ficou famoso mesmo só depois de morto... Só sei que achei, e acho, uma péssima idéia, de péssimo gosto e um tanto quanto duvidoso, o símbolo dessas igrejas ser a cruz, ou pior ainda, a imagem do Galileu crucificado, com pregos, gotas de sangue e tudo. Tem até igreja com um esquife e uma réplica do corpo com as marcas do sofrimento. Sei lá, parece que os caras tem orgulho de uma pessoa tão boa ter morrido assim. Pra mim, Jesus não é aquele cara triste, torturado, chorando sangue na cruz. O Jesus, meu amigo é um surfista que andou num burrico branco pra tirar onda do imperador. E não tem nada de santo não, ele é normal, só que bom, muito melhor. Um cara que ia pescar com os amigos, contava histórias no topo da montanha, conversava com Deus como eu converso com a lua, quebrava o pau quando via algo errado, e que ama tanto os amigos que é capaz de ressucitá-los. Então é isso, o natal é um dia no ano, que a gente tem para lembrar quando ele nasceu, e que com cada criança que nasce a gente pode fazer uma história diferente. Que a gente pode nascer de novo, e no próximo ano não ficar se crucificando. Apenas fazer o bem, se divertir, quebrar o pau, ter amigos, afirmar o que se acredita e devolver as orelhas arrancadas. É um dia, como todos os outros, com a vantagem que é mais fácil lembrar. E se alguma gestante bater na sua porta, vc pode levá-la no hospital. E quem sabe lá não nasce um novo messias. Quem sabe não nasce um novo messias com cada criança? Quem sabe não nasce um novo messias de si dentro de você, todos os dias, que pede apenas um presente no final do ano? É essa a lenda do natal." Ahn? O Papai Noel? Ah, o papai noel, bonachão, de barbas brancas e roupa vermelha, foi uma imagem criada por uma bebida preta no século XX, uma tal de coca-cola. Que tem a ver o pólo norte? Ah, deixa eu ver, é lá que o papai noel mora. Por que ele mora lá? pra ninguém encher o saco dele o ano todo. Por que a gente come peru se Jesus era pescador? Por que é da Sadia e faz bem. Por que a árvore de natal é um pinheiro e não um monte de feno? Porque não dá pra pendurar bolinhas no feno. Por que são renas que puxam o trenó e não vaquinhas, se tinha vaquinha lá no estábulo? Por que vaca não voa. Por que a gente bebe champanhe e não leite se é aniversário de criança? Porque o dono da Parmalat não estava no dia da reunião sobre o natal. Por que a gente não dá e ganha incenso e mirra no natal? Porque ia ter gente querendo só o ouro. Por que todo mundo acredita nesse monte de coisas? Porque o papai noel não traz presente pra quem não acredita, e vc quer ou não quer aquela máquina digital no ano que vem, hein? Comments: postado por: Romy Trinity6:09 PM O POST DO NATAL Não que eu seja obrigada a escrever sobre o Natal, nem que eu me sinta inspirada sobre isso, mas sim que isso representa um desafio, hoje, com tanta coisa diferente em mim e na minha família. Um desafio porque a magia, pura e simples, quase desapareceu, por muito pouco não se vai para o país das fadas, e ao mesmo tempo, ainda não entrei para a turma dos que odeiam o Natal e não vêem nada de especial nessa data. É verdade que me irrita profundamente essa febre que dá no povo nesse fim de ano. O trânsito, as propagandas que só falam compre, dê e ganhe, a hipocrisia nos abraços e desejos de Feliz Natal, a imposição da felicidade nas festas, a miséria, a indiferença, a falsa caridade, em resumo, a banalização do Natal. É verdade também que não acredito que Jesus tenha nascido no dia 25, muita gente sabe, Jesus era de aquário, mas também não tem como provar isso. Na visão mais otimista, diria que dia 25 é o dia da festa, então se um amigo seu marca a festa alguns dias antes, vc não vai chegar nele e se recusar a dar feliz aniversário só porque ainda faltam 10 ou 12 dias, né? Na menos, que foi uma data criada pelo comércio. Fico com a primeira impressão. Quando o Natal tinha magia? Quando era uma noite em em que eu podia ficar acordada até o amanhecer, quando meu pai e minha tia faziam artimanhas pra que os presentes aparecessem na sala enquanto todos estavam na cozinha, quando os presentes poucos, simples, uma caneta às vezes, eram presentes de natal, quando passava um monte de filme de natal e de Jesus no natal e eu podia assistir todos, quando eu podia tomar um pouquinho de vinho, quando eu e meus irmãos brincávamos juntos um com o presente do outro, quando tinha jantar na casa da minha tia e meu avó estava presente, quando eu não sabia se a ceia seria no dia 23,24,25 ou 26 já que sempre mudava por causa dos plantões do meu pai, quando eu ia parar no hospital todo fim de ano por causa da bronquite, e eram brinquedos, mesmo que poucos, mesmo que simples, mesmo todos estando na cozinha, quando meu avó contava, todo ano, a história de Jesus (na versão dele, claro) e eu entendia entre pouco e quase nada, quando eu lia Antologia Mediúnica do Natal e chorava sempre com as mesmas poesias, quando eu gostava e esperava muito por esse dia, não pelos presentes, não pelo jantar, mas pela data em si. E nunca chovia no Natal. Quando o Natal começou a perder a magia? Quando só passavam as imagens dos bombardeios da guerra, quando não passavam mais O Mágico de Oz e A Noviça Rebelde nas noites de Natal e Ano Novo, quando me mandaram parar de fazer barulho e ir dormir que eu não era mais criança, quando os filmes de natal só falavam em Papai Noel e não em amizade, quando não se fazia mais churrasco com todo mundo, quando presente passou a ser obrigatório, quando a data passou a ser um dia de incerteza e medo de algum desentendimento, de alguma farpa da guerra religiosa velada (espiritas x evangélicos) dentro de casa. E começou a chover muito forte no Natal. Agora eu vejo que os detalhes que fazem do Natal uma data importante são todos recuperáveis e que os contras são, digamos assim, pelo menos, contornáveis. Os sentimentos nobres que fazem o famoso "espírito de natal", na minha humilde opinião, tentam fazer com que as luzes, as roupas bonitas, a alegria dos presentes, sejam meios das pessoas lembrarem-se como é bom fazer uma boa refeição, doar algo ao próximo, receber um amigo distante, reaproximar-se da família. Se funciona ou não, não sei, mas comigo, praticamente cativa da Esperança, acredito que não é necessário tudo isso, embora seja divertido. Acredito que esse Natal vai ser especial, e se não for, o próximo será. Acredito que mesmo sem uma grande árvore de natal em casa, mesmo sem árvore alguma no meu ap (que ainda não montei e não sei se acharei amanhã), haverá um natal iluminado para mim, e para muita gente. Acredito que mesmo escondidos ou esquecidos, amor, fraternidade, caridade, bondade, alegria, felicidade e simplicidade irão brilhar na noite de natal, e vão se infiltrar no próximo ano. Acredito que Jesus vai perceber que tem pelo menos uma pessoa aqui embaixo que se lembrou do aniversário dele, e mesmo que essa pessoa seja contra a natalidade, ela tentará fazer desse mundo um lugar melhor. Do jeito dela, mas vai tentar, embalde digam que é impossível consertar o mundo, não custa tentar encontrar uma saída. Acredito que dia 24 vai ser noite de Natal e que dia 26, dia de Natal. Para mim basta acreditar. E acredito que pode ser assim para vocês também. Comments: postado por: Romy Trinity6:07 PM viernes, diciembre 19, 2003 UM MINUTO Ah, vai dizer que vc não é assim? Não fica alimentando uma esperançazinha de que vai dar certo, que no fim algo acontece e tcham, viu, deu certo? Não? Bom, eu sou. Fazer o quê, mesmo sabendo que não ia dar, que 4 pontos é muito pra se recuperar apenas com um erro de gabarito, eu pensava, que, talvez, quem sabe, desse. Mas não deu mesmo. E agora o chão tá esquisito, não sei direito como é que fica em pé aqui e como é que faz para andar. Pode não ser o mesmo caso, mas entendo agora a pergunta do cara em Alta Fidelidade, a peça: Como é que se anda mesmo? Sei que farei essa pergunta muitas vezes ainda na minha vida, e que, como agora, vou relembrando aos poucos, por um pé na frente do outro, rir e seguir adiante. Mesmo assim, não deixa de ser desconfortável essa sensação. Mas passa, tudo passa. Vou ficar sentadinha aqui só um minuto, fingindo ser uma funcionária pública e conformada, e daqui a pouco o fogo ariano nasce de algum lugar e me faz sentir, a alegria do novo ano, dos novos planos, dos novos recomeços. É só um pouquinho, por favor, não fala comigo, tá? Sei que existe vida depois do vestibular. Sei que existem outros assuntos. Sei que nem deveria escrever de novo isso aqui, senão o povo vai ficar comentando um "não fica assim não", é mas eu preciso extravasar, num monólogo, tipo falando sozinha mesmo. Já escrevi na agenda, já fiz música, já fui no cinema, fiz um monte de coisa e a tal sensação não passa. Tá, eu sei, que só estou me sentindo assim porque o final do ano, mais a lua nova, é muita energia pra mim. Olha, eu sei de tudo isso. Não estou pedindo aplausos não. Só estou pedindo pra me deixar quietinha aqui um minuto. Por favor. Só pra eu pensar um pouco. Eu já volto. É só um minuto. Obrigada. Comments: postado por: Romy Trinity6:06 PM jueves, diciembre 18, 2003 DIREITO AO USO LIVRE DO EU Eu, eu, eu, eu. Só queria dizer isso. Eu. Sei lá, acho que é meu direito, de nos meus textos, ao expressar a minha opinião, usar o pronome eu, e todos os outros possessivos e relativos à primeira pessoa, no caso, eu, o quanto eu quiser. Usar e abusar. Repetir, repetir, repetir. E ao fazer isso, ao contrário do que possa parecer, sinto-me bem menos egocêntrica do que aqueles que usam o a gente, nós, o povo, a galera, os jovens, porque estarei sendo absolutamente clara em dizer que é apenas a minha opinião. Sabe, é como uma música do Renato Russo, "não falo pelos outros, só falo por mim, ninguém vai me dizer o que sentir... ninguém vai me dizer o que sentir, e eu vou cantar uma canção pra mim." É, porque escrevo e dá o maior trabalho ficar apagando os milhares de eus que aparecem no meio. Depois, se estou no meu espaço da Matrix, bancando os meus sonhos, elegendo as minhas prioridades, que pronome vou usar? Eles? Nós? Vocês? Mais ainda, a maior parte do tempo eu passo comigo, porque ficar usando sempre a história dos outros como referência? As vezes eu vejo que a pessoa quer falar dela, e sufoca isso falando bem de alguém. Ah, hipocrisia ridícula! Se vc quer falar de vc, pra quê desviar a atenção para os outros? E pior é quando a pessoa dissimula o egocentrismo dela, mas também não ouve ninguém, fica esperando só a deixa para emendar um eu também. Eu que gosto de ouvir as pessoas, me sinto muito mal quando vejo que a pessoa não está me ouvindo, nem prestando atenção, e fico pior ainda quando vejo fazerem isso com uma criança ou com um idoso. Fico triste mesmo. É bem mais humano falar eu não vou te ouvir, do que, vai falando que estou te ouvindo enquanto lixo as unhas. Mas essa é só a minha opinião, não precisa concordar, usar como norma ou achar que é o certo. Outra coisa. Não sou uma rainha, logo, posso mudar de opinião, e de depoimento, quando quiser. Ah, mas vc disse que gostava de carne moida! É, mas agora decidi que não como carne. Ah, mas vc disse que não comia carne nenhuma. É, mas hoje estou morrendo de vontade de salaminho e vou encher a cara. Ah, mas você disse... Pára! Eu disse, que gostava, hoje não digo de novo, hoje não gosto mais. A mutação me é garantida pela consitituição! Se não é, deveria ser, "todo ser humano tem direito a mudar de opinião quando lhe der na telha sem que isso corrobore para ser conceituado mentiroso, falso ou maluco. A mutação é bem fundamental das espécies." Nem tudo em mim é lógico ou padrão. Vi na TV, na hora do almoço, uma entrevista com uma atriz. E compararam as respostas com as que ela deu há um ano. Tudo igualzinho. E ainda deram parabéns à moça. Não sei não. Acho tão legal ser assim, mutante, inconstante, impulsiva (um pouco menos seria melhor), que um ano inteiro achando a mesma coisa sobre as mesmas coisas, parece mesmice demais. Último adendo, eu não me importo que os outros saibam sobre mim, desde que não me encham o saco por isso nem fiquem jogando as coisas na minha cara, como só por saber o que eu bebi ontem isso os transformasse em meus melhores amigos. Inventar segredos, guardá-los a sete chaves, dá muito trabalho, causa muita confusão. Ao mesmo tempo, não é porque eu não te disse se estou ou não que estou com dor de barriga, que não te considero meu amigo. Poxa, é tão simples para mim. A amizade é sentimento, não precisa de relatórios diários, nem é determinada pela quantidade de informações que se tem sobre alguém. Não é porque sei qual o nome da cachorra do Junior que ele é meu amigo. Na hora do almoço, conversava com um escrivão sobre o concurso para escrevente do Tribunal, falando que estava pensando em fazer, que já enjoei da polícia e que nunca trabalhei mais que dois anos num mesmo lugar, e que isso já estava me dando alergia. Entraram uns investigadores e eu continuei a falar, mas como ele ficou quieto, parei né. Aí o tira pegou a deixa e comentou que tinha feito um para Oficial de Justiça, que não é tão difícil e a concorrência assusta, mas alguém vai ter que passar (exatamente o que eu penso). Beleza. Depois do almoço, o escrivão vem e me fala pra eu não ficar falando que vou fazer o concurso senão depois todo mundo fica perguntando como foi, e se eu não passar... Sem querer dei uma patada de resposta, dizendo na lata que eu nem sabia se ia fazer o tal concurso. É muito trabalhoso ter que ficar escolhendo o que se pode ou não dizer sobre si mesmo! Por favor, eu sou livre! Quase sempre estou calada, exatamente para evitar que as pessoas se sintam no programa Meninas Veneno da MTV, evito visitar parente para não ter que participar dos fóruns iniciados com a pergunta e réplica: Você está namorando? Por que não?, não dei o endereço do blog para o meu pai (e confio que se ele souber por fontes não oficiais ele não lê, que ele nunca lia os diários que a minha irmã deixava aberto em cima da cama), porque sei que ele vai querer promover discussões públicas sobre textos e fatos relatados, e agora, só por ter aberto a boca pra comer, soltando umas frases antes, já vão me censurar! Ah, não, pára com isso, me deixem em paz, eu só quero viver, e as vezes compartilhar um pouco do que percebo de tudo isso a que chamam vida. Só isso. É pedir muito? Aliás, por que tenho que pedir? PS: Acho que meu irmão descobriu o endereço (eu fui mostrar as fotos do Rio e nem me liguei que tinha link no meu nome, ma é una patsa mesmo!), por isso irmãozinho, por favor, não vai dizer pro meu pai, tá? Comments: postado por: Romy Trinity5:18 PM sábado, diciembre 13, 2003 ILUSÕES Quero dizer que a ilusão acabou. Foi bom enquanto durou, maravilhosa a euforia do primeiro contato e a sofreguidão que veio depois, mas a realidade se me aparece, e tenho que dizer a verdade: não vai dar. Ia tentar dizer isso de uma forma que não chocasse, mas é melhor que se diga logo, na lata, que fica tudo claro, explícito, não se tem dúvidas e, chegando rápido ao auge da raiva, mas rápido ainda ela passará. Então, aí vai - A PORRA DA NOTA DE CORTE SUBIU 6 PONTOS!!!! 6 pontos!!! Como pode? Como pode??? Não podia subir um ou dois pontos, como faz quase todos os anos? Não, não podia, o incompetente do governo tinha que dar um jeito de dizer que o ensino melhorou, e o único modo de dizer isso foi aplicando uma prova ridícula no ENEM esse ano! E por que eu não fiz o ENEM? Porque o já referido governo terminou as inscrições pela internet às 21:00h um dia antes do término oficial, e eu não consegue entrar no site a tempo, e no dia seguinte eu trabalhei, e não consegui sair durante o dia para fazer a inscrição. E não é só isso, minha irmã também não fez porque as fichas de inscrição nas cidades de Poá e Suzano acabaram 2 (DOIS) dias antes do fim das inscrições, e a mulher disse que não ia chegar mais e pronto. Simples assim. Tá certo, concordo, eu não deveria ter deixado para a última hora, mas isso não justifica a ineficiência dos órgãos envolvidos. Nessa história toda, duas coisas me deixam com raiva, além do fato de não ir para a segunda fase: 1) Eu, tonta, torpe, traste e testaruda, esqueci de marcar na ficha de inscrição meu número do ENEM dos outros anos. Minha testa tá vermelha de tanto que eu bati na testa, burra, burra, burra, como quer passar no vestibular se errou até a ficha de inscrição? 2) Com a nota que eu fiz eu passaria, para a segunda fase pelo menos, em um monte de outros cursos. Puta que pariu! Há três anos é a mesma coisa! No primeiro eu prestei para Superior de Audiovisual, e a nota que eu fiz, dava para a segunda fase de um monte de curso de humanas, inclusive Artes Cênicas. Fiquei um mês inteiro ouvindo meu pai dizer, seu amigo passou, também ele estuda, não fica inventando um monte de rituais (leia-se comer e ouvir música enquanto estuda) pra fazer um exercício de física, e bla, bla, bla... Adiantou eu explicar pra ele que se eu tivesse prestado para letras, história, biblioteconomia, ou algo assim, eu tinha passado! Não, ele não ouviu. No ano seguinte, prestei pra Medicina, foi o ano em que fui pior, mas mesmo assim, ainda passaria para segunda fase em alguns cursos. E mais um monte de discurso, que eu não estudava, que ficava inventando barreiras, que ficava só pensando em teatro, que enquanto os outros estudam eu durmo até o meio dia, e bla, bla, bla. Adiantava falar que o problema era física? E agora, abro a lista de notas de corte, fiquei morrendo de vontade de esmurrar o computador. Poxa vida, a minha nota de corte era a das mais altas de novo! Ah, que droga! Como é que pode uma Universidade Pública oferecer apenas 15 vagas???? Do que adianta fazer 60 pontos se isso não te coloca nos cursos que vc quer? Por que eles não deixam a gente fazer segunda opção em outra carreira? É, porque se eu pudesse, óbvio que eu teria feito a primeira opção em Medicina e a segunda em Farmácia e Bioquímica (que foi 57), ou a primeira em Artes Cênicas e a segunda em História ou filosofia. Ah, deixa pra lá que quando a gente tá nervoso os pensamento não são claros o bastante. Meu consolo é que vou fazer filosofia, e que finalmente posso encerrar esse ano oficialmente, fazer listinhas para o próximo ano (básico) e até estudar um pouco para algum concurso que pintar, que já cansei de brincar de polícia. A tempo, quero dizer que não estou desdenhando dos cursos de humanas que eu citei não, e que sei que uma coisa é entrar e outra é concluir o curso, e nem quero dizer que meu amigo não tem capacidade para fazer outra coisa. Não é nada disso, até mesmo porque ele merece o Oscar, que além de ter feito mais pontos do que eu, ele estudou mesmo e fez a primeira prova com a suspeita de a namorada estar grávida e a segunda com a confirmação do fato. E ele realmente escolheu o curso (letras) e que não é daqueles que faz qualquer coisa só para fazer USP não. Ele escolheu e foi atrás. Só estou dizendo que antes de criticar, as pessoas deveriam saber do que estão falando (apesar que meu pai entendeu um tempo depois), e que estou brava por perceber que é exatamente as coisas que eu quero, parecem que estão dançando o can-can na minha frente. Já não basta o sofrimento que é ter que preencher um curso, um único curso, quando que quero tanta coisa, e ainda depois ter que ver tantos "se" rindo da minha cara. Só isso, estou só desabafando, porque é irritante não passar por 4 pontos. Se fosse por 10, 15, 20, aí, beleza, eu me conformava, mas não, morrer na praia me deixa profundamente nervosa. Mas já passou. Agora que estou mais calma, vou procurar uma agenda legal, fazer planos, projetar as ilusões para o próximo ano, porque a minha esperança não morre. Se morrer, será a última, e a primeira a ressucitar. Ano que vem, FUVEST de novo, acho que Medicina, e muitos outros cursos mais. De qualquer forma, respiro aliviada, porque me entreguei mesmo para tudo que fiz esse ano, e se não deu certo, não é culpa minha, e se for, agora já foi, então bola pra frente. Do Natal eu não gosto tanto quanto antes, mas Ano Novo, ah, eu amo Ano Novo. Para frente e avante! Comments: postado por: Romy Trinity9:08 PM jueves, diciembre 11, 2003 PROPOSTA Nem é bem uma proposta, é mais um pedido mesmo. Eu proponho que cada pessoa possa dizer em que dia quer os feriados a que tem direito. É, por exemplo, no dia em que passei na São Judas eu queria que fosse feriado, mas dia 2 de novembro não. Nada contra datas comemorativas, mas convenhamos, se é possível passar um feriado para a sexta ou segunda mais próxima, o que eu acho errado - sorte do trabalhador que o dia caiu na terça ou na quinta -, por que eu não posso passar os feriados para o dia em que eu me sentir melhor? Amanhã, por exemplo. Amanhã deveria ser feriado. Hoje transformei reticências em ponto final, e isso me fez muito bem. Fiquei muito feliz, porque fiz o que achava certo e parei com essa ilusão, que é uma desculpa para o medo, de que não faria isso ou aquilo para não machucar uma terceira pessoa. Eu fiz, e pronto. Sem motivo ou razão explicável. Acabei por que me deu vontade, e não estou nem aí se não foi a coisa certa, se foi paranóia minha, se eu estava entendo tudo errado, ah, cheguei, falei, a gente não se vê mais, talvez só daqui uns 150 anos. E disse ainda que se talvez estivesse fazendo as coisas erradas por agir assim, quando eu morrer, vão me colocar o mapa que fiz antes de nascer com os planos da minha vida e aí, e só aí, vou bater na testa e dizer: O que foi que fiz?! Mas, agora, hoje, estou tranquila, levemente sorridente, sentindo que aprendi muito com tudo isso, que é sempre bom conhecer uma outra pessoa, e que faria tudo novamente. Eu tenho o péssimo hábito de não me arrepender muito não. Talvez se eu me arrependesse um pouco mais não erraria tantas vezes a mesma coisa, ou não sofreria tanto, mas, não tô nem aí também. Não é querer me gabar não, mas eu gosto de ser eu, sabia? Posso sair correndo, bater a cara na parede e cair no chão gargalhando. Ou até xingar a parede. Mas no dia seguinte vou olhar para a parede e pensar, será que dá pra atravessar, parece tão fina... Cheguei em casa e vim para a internet, porque tinha que olhar o endereço do lugar que vai ser a confraternização do pessoal do trabalho. Eu não gosto muito de confraternizações assim não. Gosto de sair com o pessoal da PM, mas não vejo como confraternização, e sim como balada com a galera mesmo. Mas fazer o quê? O pior mesmo é que vou ter que pagar R$25,00 para ir numa chopperia, considerando que eu não bebo cerveja, nem chopp, nem nada que derive de cevada estragada. Vou pagar R$25,00 depois de trabalhar o dia todo por uns três sucos e uma porção de batata, que sei que é o máximo que vou conseguir comer, além de ter que encontrar pessoas sem tomar banho, que não vai dar pra voltar pra casa, argh, já vou treinando a cara de "não estou cansada e me divertindo muito", que não vai ter jeito, o chefe disse que era quase uma convocação, mas quando o chefe fala, depois da palavra CONVOCAÇÃO, em tom sério, e diz, em tom de piada, é brincadeira, eu não acredito muito não. Vc acredita? Quer saber, foda-se, eu vou e pronto. O problema é que acho que com isso não poderei ir à balada da PM, que nesse mês não vai ser no local de sempre, porque além de estar podre de cansada, ir trabalhar no sábado, ter um monte de coisas pra fazer na sexta, não vou ter dinheiro e não estou muito a fim de pagar 30 conto pra tomar mais uns sucos, comer alguma coisinha e ir embora, que trabalho no sábado. Adiciona-se a isso o fato de que eu não gosto de balada, e esse lance de três ambientes e coisas assim me cheira a balada, sei lá, no karaokê até vou, afinal é rodizio de pizza e os garçons já sabem o que eu gosto e são muito simpáticos. Mas balada, uma atrás da outra, na porta do vestibular, não é boa idéias. É, não sei o que faço, ligo pra Scully e decido. E já que falei no vestibular, favor não perguntar se estou estudando, que li Sófocles em um dia, e parei por aí. Foi acontecendo uma coisa atrás da outra, e só terça-feira que vem acho que poderei sentar e dizer. Vamo lá. Até mesmo porque sai na sexta a nota de corte, e aí sim saberei mesmo, quer dizer, quase, se vou para a segunda fase, e o meu delírio recorrente é a mania brasileira do, calma, vai dar tempo. Nunca tive um dezembro assim, não querendo que o ano acabe, mas estou gostando disso. Estou me divertindo. Bom, é isso, vim pra cá, li, antes de apagar, os e-mails deles e dei um grande suspiro, cliquei em limpar lixeira, li uns blogs legais, escrevi esse post e agora vou pra casa com a sensação maravilhosa de recomeço, de tudo vai dar certo. Ai, ai, é bom. Só queria dizer, antes de fechar, que é uma boa pessoa, agradável companhia e que é bom no jogo da sedução. É uma pena que tenha encontrado uma maluca paranóica como eu. E acrescentar que espero sinceramente que encontre alguém maravilhoso, que o ame muito e sonhe junto todo o futuro que quiserem, juntos e felizes. E que esse sonho não tenha tanta espera. Não espere mais, não fique esperando que o mar te traga de volta as coisas que se foram, construa uma jangada e desvende o mar. Vc também é do signo do fogo, vc também tem esse poder. Roube sua vida para si. E proponho que amanhã seja feriado! Comments: postado por: Romy Trinity1:02 AM martes, diciembre 09, 2003 ... a internet é uma montanha russa, me levou pra cima, e no minuto seguinte me lançou em queda alucinante novamente... Ou será que é a vida que é assim? Comments: postado por: Romy Trinity10:08 PM A NOVELA DO REAL Alguém quer saber o final da novela? Eu vou dizer assim mesmo. Pois que ao chegar em casa no domingo, sedenta por um banho, descobri, horrorizada, como funciona o sistema de ralos do meu banheiro. É assim, vai tudo para o mesmo ralo, que fica no meio do banheiro, quero dizer que mesmo se eu escovasse os dentes ou lavasse o rosto na pia, a água não iria embora, como eu, inocentemente, pensara até aquele momento. Mas não, não ligue agora, não é só isso. Ao chegar, sedenta pelo banho, como já havia dito, constato, agora em pânico mesmo, que a água do banho da manhã ainda estava por ali. É indescritível a sensação que senti ante a possibilidade de não poder tomar banho. Aí, calmamente, contei até dez, coloquei luvas e fiz tudo o que sabia fazer, tudo, abri os ralos, coloquei a máo dentro, mas não havia nem cabelo ali. Alguém pode dizer por que raios a água não descia? Resolvi deixar a guerra para o dia seguinte. Tomei banho assim mesmo, e após o tão esperado refrigério, passei meia hora secando o banheiro com um pano. Foi patético. No dia seguinte, acordei empolgada, certa de que venceria a batalha. Nunca subestime o inimigo. O plano A era a mão no ralo. O B, o arame, e o C, a sugestão do anjo, que infelizmente só vi hoje. Eu já tinha pensado no ácido, ou base, forte, mas aí lembrei de uma reportagem que li uma vez, de um cara que jogou desetupidor químico e o negócio saiu no banheiro do vizinho, que estava tomando banho, queimando o pé do cara. Então descartei o plano C. Em último caso, chamaria uma desentupidora, lembrei-me de que havia visto na Folha que o preço disso era uns R$80,00. Fazia tempo, e eu pensei que pagaria no máximo R$100. Arame na mão, lá fui eu, nadando no banheiro tenebroso. Mentalmente eu sabia que era impossível que aquilo estivesse entupido ainda, mas continuei. Enfiava o arame nun buraco e ele saia no outro. Só um não dava certo. Depois de quase duas horas, sem comer nada, que quando eu fico com uma coisa na cabeça comer é supérfluo, dei-me por vencida. Saí, e fui procurar um encanador. A esperta pensou em olhar na lista? A esperta olhou mais de um lugar antes de se decidir? A esperta perguntou o preço? A esperta lembrou-se que é um ser incapaz de pechinchar? Não, a esperta é esperta demais. Foi andando, como quem procura água no deserto, pára na primeira placa escrito Encanador, entra, pergunta se ali tinha encanador, e o cara se oferece pra ir dar uma olhada. Aí, fica tão feliz que esquece de perguntar quanto era. Beleza, o cara foi, olhou e falou frase que eu sempre escuto sempre que narro alguma coisa, "nossa, está entupido mesmo...". Que vontade responder, não está entupido ainda, mas como eu acho que vai entupir, resolvi te chamar. Ele pede uma luva, eu emprestei, e fiquei só olhando, a primeira coisa que ele fez, e eu não tive a idéia antes, foi tirar a água do ralo com uma vasilha antes de enfiar a mão. Ponto pra ele, aí tirada a água, ele fez aquela cara, de, ué, mas não tem nada aqui, e eu, só olhando. Ele perguntou se eu tinha tentado desentupir, eu falei que tinha tirado um monte de cabelo e variáveis de gordura, e ele disse que eu tinha feito um bom trabalho. Aí, tcham-tcham-tcham, o segredo do encanador!!! Ele desenroscou uma peça preta, tirou um punhado de cabelo e pronto! Caralho, ninguém, nem o inútil do zelador, me disse que tinha que desenroscar a porcaria da peça e limpar ali!!! Como eu ia advinhar????? Em vinte minutos, ele tinha desentupido tudo, colocado a peça preta no lugar e lavado as mãos. E chega a hora do golpe. - Quanto vc quer pagar? - Não sei qual o preço da tabela, não sei mesmo. Faz tempo, na tabela da folha estava R$50,00, mas acho que aumentou né? - 50??? A Higitec cobra R$1.200,00 por esse serviço. - (Mental 1: Mas o senhor não é a Higitec. Mental 2? Vc tá fudida, hahahahaha, vai ficar um ano pagando pelo próprio esgoto. Vou ali vender o rim que economizei com o chão que não encharcou muito, e já volto) - Mas o senhor não vai me cobrar isso, né???? (Com cara de desespero) - Não claro que não. R$500,00 está bom? - (Mental: Bom, muito bom. Meu pai vai me matar, lá se vai a última parcela do meu 13º, pelo menos não vou precisar vender o rim, quem sabe alugando...) - Hahahaha, o senhor aceita cheque? - Não, não vai ser isso, porque vc já tinha limpado o ralo antes. Foi metade do trabalho. Quanto vc quer pagar? - (mental: caralho! eu não quero pagar nada, né? O senhor não está vendo que eu não sei mesmo quanto custa, que não sei pechinchar, e pela quantidade de incenso que tem na casa, que eu sigo a filosofia chinesa de nunca pagar um preço injusto, nem pra mais, nem para menos???) - Olha eu não sei mesmo o preço (eu devia ter falado 100, eu devia). Eu confiei no trabalho do senhor e vou confiar no preço que o senhor disser. (Lição que aprendi com essa frase foi: a sinceridade requer capital) - Queria que todos os clientes fossem assim (claro!). Vc trabalha no quê? - Trabalho na delegacia. Na periferia. - Vc é policial???? (Sempre que essa pergunta ocorrer por aqui, imaginem a cara que alguém faria ao dizer "mas isso é uma aberração!!!!!") - Sou. - Vou fazer R$200,00 pra você, que vc é minha vizinha. - (Cara de vc está brincando) - Tudo bem? - O senhor aceita cheque? Duzentos mesmo? - Tá bom, né? - (Mental: Bom? O que é bom???? Onde eu faço um curso de encanador? Ai, meu Deus, meu pai vai me matar se ele souber. Tô ferrada, tô ferrada) Pra encurtar a história, paguei os duzento conto, me ferrei que o 13º só cai 20/12, e lá se foi o dinheiro do meu celular novo. Na verdade, não é o dinheiro que me incomoda, porque eu não ligo, verdade, nesse ponto sou meio insana, vou gastando o dinheiro, e quando não tem mais, não gasto mais. Não me importo de ficar sem dinheiro. Nunca me importei. O que me mata é a sensação de ter sido enganada, porque eu acredito nas pessoas, mas quer saber? Foda-se. Não pechincho mesmo. Sou contra pagar menos do que vale, do mesmo modo que sou contra cobrar mais que o justo. A sociedade é o que é porque todos querem ser muito espertos. O saldo final? Lavei o cabelo, ouvi o barulho bom de água indo embora, vim para a internet, saí daqui e fui andar no minhocão, contemplando a Lua, que sempre me protege. Fui andar para espairecer, resolvir umas coisas aqui dentro, trocar algumas reticências por pontos finais. Tem tanta coisa a mais na minha cabeça, que esse lance do entupimento já foi pro esgoto. Até fico feliz, afinal, se não fosse isso, ia passar meu primeiro ano morando sozinha sem nenhuma aventura. Agora sim, pacote completo. Financeiramente só me preocupo em não dever mais do que o meu seguro de vida. E só. Pra fechar a noite, andava eu no minhocão, mais ou menos onde da noite, sem relógio para ninguém perguntar as horas, olhando para a lua, sentindo o vento no cabelo molhado, era quase como se eu estivesse na prainha, as pessoas andando sem se importar com os outros, cada um na sua, uma viatura passa, os cachorros correm. Poesia completa. Aí me aparece um cara perguntando pra que lado é a Bela Vista, eu que tenho que aprender a ser um pouco mais mal educada, disse que não sabia, e continuei andando e olhando para a Lua. Não é que o desinfeliz me vem com o xaveco mais batido de todos os tempos? "Você vem sempre aqui?" Meu Deus!!! O que eu fiz pra merecer isso??? Porque eu não posso ficar sozinha por um minuto com a Lua? Resposta à criativa pergunta do rapaz: - Não. - Quantos anos você tem? - 22 - O que você veio fazer aqui? (essa ganhou o oscar) - andar - Qual o seu nome? - ... (falei o meu nome de verdade que estava sem saco pra mentir, mas que eu queria dizer Trinity, eu queria, mas isso seria dar assunto) - Prazer, Diego. Três pra casar (beijinhos, ergh!) - Deus me livre. - Vc tem namorado? - Não. - Quer um? - Não. - Não curte nada sério, né? Só ficar... - ha ha ha - Vc não curte nem ficar? - Não. - O que vc gosta de fazer? - estudar. - E o que é melhor que estudar? - Teatro. - Então vc não fica, não da uns beijos pra relaxar? - Fico. Mas não hoje. (eu queria mesmo era responder, claro, sou lésbica, mas achei que seria falta de educação) - Beleza. Posso andar ao seu lado? - O viaduto é público. - É. - Diego é seu nome, né? - Prazer (e estendi a mão). Eu vou voltar pra casa. - Prazer. A gente se tromba. E fui. Poderia, e queria, andar por mais umas duas horas, mas não ia dar. A conversa com a Lua era pessoal. A vida pode não ser uma novela, ou filme holywwodiano, mas é difícil acreditar que não seja uma comédia pastelão, com piadas, muitas vezes, de mal gosto. E eu com tanta coisa na cabeça... Comments: postado por: Romy Trinity8:47 PM lunes, diciembre 08, 2003 ORDEM CRONOLÓGICA DOS FATOS Mas, primeiro, veio o dilúvio. Não foi bem um dilúvio, é verdade, mas o resultado foi quase o mesmo. Eu, ainda na euforia da possibilidade de estar na segunda fase do vestibular, feliz por já ter lido um livro da lista, resolvi, nesta terça-feira, limpar o apartamento pela última vez neste ano. Afinal, sou realista, sei que não vou fazer limpeza do tipo limpeza mesmo de novo esse mês. E achei melhor deixar tudo limpinho, teoricamente arrumado, e fazer só a manutenção no pouco tempo em que eu estivesse em casa e não estivesse estudando. O engraçado é que quando eu mudei, toda semana eu limpava o apartamento. Eu gastei um pano novinho de tanto passar cera num dia, limpador no outro. Até comentava com as meninas no DP que ia gastar o chão, e elas disseram que no começo é assim mesmo, mas depois não ia dar nem para pisar. E pior é que é verdade. Então, eu toda empolgada, gritei para as pequenas, terríveis, nojentas e indesejadas baratinhas que adoram passear na minha casa, que a hora delas havia chegado! Que ali não era o apartamento do Joe (do Joe e as baratas) e que se elas quisessem ficar ali, elas que aprendessem a falar. Já que era necessário conviver, que tivessem pelo menos um bom papo. Aqui cabe um apêndice: pois que eu, em guerra com as baratinhas, comprei naftalina pra colocar em pontos estratégicos e guardei o restante das bolinhas mágicas no guarda roupa. Aí, coloquei uns livros numa sacola de papelão e quando fui pegar o saquinho para por umas ali, que eu não ia criar barata culta, qual não foi minha surpresa ao constatar que o saquinho estava cheio de formigas!!! As formigas, famintas por não encontrarem meu sabonete, que elas adoram e eu não vou dizer onde está senão elas descobrem, resolveram cheirar naftalina! Pode? Quer dizer que se eu compro naftalina enche de formiga? E se eu comprar veneno para formiga, a casa vai encher de baratas??? Tudo bem, continuando, fui limpando tudo, e na hora de enxaguar o banheiro lembrei, que o ralo estava do banheiro estava entupido. Primeiro, guerra química, joguei coca-cola em todos os ralos do banheiro. Não adiantou. Mesmo explicando para o ralo que eu tinha recebido um e-mail que dizia que coca-cola desentupia tudo, nada. Então resolvi ver se empurrando água por um ralo, sai alguma coisa no outro. É indescrítivel o embolado de cabelos que saiu daquele ralo. Quando olhei, não tive dúvidas e comecei a dizer, argh, um rato morto, meu Deus, que nojento, eu não vou por a mão nisso, alguém chama os bombeiros, argh, argh, argh. Aí, de luvas e sacola plástica nas mãos, cutuquei, e descobri que era cabelo. Mas não podia ser tudo meu não. Acho que o inquilino anterior era um travesti psicopata que escondeu a peruca do crime dentro do ralo. Só pode ser. Tinha mais cabelo ali do que na minha cabeça. Desculpem-me os leitores mais sensíveis, mas é a pura verdade, o negócio era nojento mesmo. Beleza, pensei, bom, então tá resolvido, joguei água e... não, não está resolvido. O jeito foi tomar coragem, inspirar-me na Áurea, que teve uma luta análoga, e enfiar a mão ali. Ahhhhhhh, que nojento. Imagino que quem passasse na porta e ouvisse uma moça falando sozinha, eu não vou por a mão aí, ai meu Deus, preciso de um homem, cadê os homens do mundo, por que eu tenho que por a mão aí, é por isso que as mulheres casavam, eu também ia querer alguém pra cozinhar, lavar e passar em troca de enfiar a mão nesse esgoto, argh, ai, que nojento, tudo bem que sou independente, tenho que resolver meus problemas sozinha, mas porque não avisaram sobre os ralos, ai, credo, isso não acaba nunca, e outras exclamações afetadas mais, deva ter ficado horrorizada. Aí no que mexi lá dentro, saiu uma peça de plástico. Sorriso de vencedor, a água descendo um pouco menos lentamente, eu sou demais. Beleza, lavei o chão do banheiro de novo, sequei tudo. Lalalala, arrumei uns papéis. Caso resolvido! "Vou tomar banho, lavar o cabelo, ir para a internet, volto a tempo de assistir os cursos noturnos da cultura e ir dormir", foram os inocentes pensamentos dessa que vos fala. Entrei no banheiro, fechei a porta, fechei a cortina (ouçam a musiquinha de suspense), lavei o cabelo me concentrando em não deixar nem um fio cair no ralo, tomei banho, olhei para o ralo, pensei de novo, eu sou demais, só tem um pouquinho de água que não desce, mas deve ser a espuma do shampoo. Saí do banho (a musiquinha de suspense continua), abri a cortinha, e o banheiro estava alagado. Tudo bem. Conte até dez. Abri a porta do banheiro e... tcham, tcham, tchaaaaaam! O apartamento todo estava alagado! Caralho, que merda!!! Ia falar mais o quê? Caralho, que merda, não acredito!!! A peça de plástico que tirei com certeza era a que separava o destino da água, fazendo com que ela fosse para o outro ralo ao invés de ir embora, e como o outro também estava entupido, ai, não preciso nem falar né. Meu apartamento estava todo alagado. Pensei, to ferrada, vai entrar água no chão de madeira, vou ter que vender um rim pra trocar esse piso, ai meu Deus, preciso de um homem, pelo menos para por a culpa, por que a Srª Eu sou demais, fez uma bela obra, e agora sobra pra mim. O telefone toca, eu narro a situação para a Scully, que como só os bons amigos sabem fazer, cai na gargalhada, e consola-me dizendo que água seca. É tem que secar. Conversando com ela lembrei-me que pago o seguro da Eletropaulo. Bom, aquilo era uma emergência, eram 10:30 da noite, e eu estaca alagada, descrição exata de emergência. Desligado o telefone, pego a apólice e leio: o seguro não-sei-o- quê cobre emergências hidráulicas que resultem em alagamento (exatamente o meu caso!). Tenho que por uma roupa para descer e ligar do orelhão, porque agora 0800 nenhum aceita ligação de celular. Antes, resolvo ler tudo, só para ter o que argumentar, e está ali, em letras minúsculas, como se fosse algo sem importância "o auxílio 24 horas não se enquadra em casos de entupimentos de pias e ralos, problemas na rede de esgoto e bla bla bla. Esse era o meu caso. Caralho, que merda! O jeito foi encarar a realidade, pegar um pano, e secar o lugar todo. A novela terminou quase duas da manhã. Só para constar o desfecho, ontem comentei com o zelador, o ralo do meu banheiro entupiu, eu devo chamar um encanador?. A resposta: Não, você pega um arame e desentope você mesmo. Obrigada, muito obrigada. Só me resta falar com meu pai. Ou desentupir eu mesmo, de novo. No fim, liguei para o meu pai, que disse, depois de rir muito, bem feito. E depois veio tanta coisa, um turbilhão mesmo, e o banheiro está lá, mas amanhã preciso lavar o cabelo, e terei que por um ponto final nessa histótia. Onde eu compro um arame? Comments: postado por: Romy Trinity1:24 AM ELEMENTOS DO FOGO, ELEMENTOS DO AR. Exatamente o que eu não precisava às vesperas da segunda fase, além da notícia desagradável de que provavelmente as notas de corte vão subir. "Neste exato momento estou falando com você pelo ICQ. E tem tanta coisa que eu quero dizer e não sei como porque são sensações, percepções que ultrapassaram a tênue linha da consciência, mas ainda não sou conceitos. Ainda não há provas. E pode-se provar o contrário. Será que sua primeira pergunta, e argumento, será por que não falei tudo isso antes? Por que não falo olhando nos seus olhos? A resposta, já falei no ICQ, e repito, porque não sou imune aos seus beijos. A primeira vez que vc me beijou foi diferente, não sei, como se me enfeitiçasse. Ao chegar em casa, naquela noite, eu nem queria tomar banho, pra não tirar o seu cheiro da minha pele. E depois do banho, deitada na cama, eu ria, e pensava, que legal, nem pensei que ia ficar com ele, puxa que legal, e dormi. Ao acordar, pela manhã, sorria ainda, feliz porque tive um bom dia. E só. E queria que fosse só isso para vc também, mas a gente não controla, e nem deve, o próximo. Agora vc foi dormir. E continuo. Quando vc me ligou perguntando do sábado, fiquei feliz, beleza, legal, conhecer o pessoal do grupo. Mas a minha vozinha lá no fundo, dizia, vai com calma, vou te ajudar. E surgiu a formatura dos aluninhos da minha irmã. E nesse ínterim, decidi que não iria para o tal encontro, porque eu não conhecia ninguém do grupo, e se fosse para encontrar alguém, queria que fosse o Oráculo, mas vc disse que ele é de outro estado, então, não vi motivo real algum que justificasse eu sair num sábado a noite, para um ambiente que absolutamente não é o meu. E desmarquei. E não era pra eu te encontrar, mas vc insistiu, e foi bom estar ali, naquele momento eu percebi tão claramente algumas coisas, como se eu as visse numa tela gigante de cinema. Sozinha. E não era pra gente se ver mais, mas veio você, perguntando domingo, sugerindo um passeio pós vestibular, e eu, aceitei. E foi legal também. E eu digo, por derradeira vez, que não nos veremos mais esta semana. Eu gosto da minha razão, pode criticar, pode dizer que não é assim, que e a gente tem que se dar uma chance, que somos fortes, pode falar o que quiser. Pode me ligar, pode fazer o que for. Não nos veremos essa semana. É tão simples e claro o que vejo. Vc sabe que me esqueço das coisas, mas há coisas que não se apagam, e outras que reaparecem depois. Vc me disse que gosta da sinceridade, e eu tento ser o mais sincera possível, mas saiba que isso é um esforço para mim. E o que vejo? Vc me disse que gosta de mim e que vai me fazer gostar de você. Mas eu não quero que vc me faça gostar de você! Eu quero gostar de alguém por motivo nenhum, quero conhecer logo essa coisa, seja lá como chamam, amor ou não, que arde sem se ver, do besarte hasta que se quede sin aliento, da Trinity e do Neo, como já falei no blog, independentes, mas essenciais. E quero assim, como nas músicas, nos livros, na poesia e no cinema, sem esperar, sem razão, sem ser possível precisar se é a cor dos olhos, o jeito de falar, o bom humor ou a inteligência, se é porque somos parecidos ou se é porque somo diferentes. O que se vê na ficção, saiu daqui, da realidade. Ou não. Se não, então a minha tentativa de provar que estou errada será vã. Como assim? Eu não acredito que o amor exista. Não daquele jeito. E por isso, procuro tanto provar o contrário. Vc me disse que não gosta tanto assim de mim. Eu sei, mas vejo que vc caminha por uma estrada perigosa, e que eu posso acompanhá-lo, sem querer, sem saber, sem resisitir, e não vejo um bom final nessa história. Pode parecer paranóia minha, eu te disse isso há pouco, coisa de maluco, vir com um papo desses depois de me ver três vezes, e coisa e tal. Mas eu te disse que era esquisita, e digo mais, na internet está cheio de gente esquisita, embora a gente goste de ficar dizendo que não, que é normal, mas as vezes eu penso que a internet é um mundo alternativo dos que não conseguiram se enquadrar na sociedade. E isso é sociopatia, e sociopatas também são psicopatas, logo não são normais. E digo mais ainda, nos meus delírios psicopatas, o tempo é extremamente relativo, olhares dizem muito (o seus, no caso), muito mesmo, e três é um número mágico. Gosto de ter a magia a meu favor. Vc me disse que eu quero trocar o mundo virtual pelo real. Eu digo que os dois são uma coisa só. Vc e eu saímos das telas do computador para uma sala de cinema. E agora eu quero equilibrar em mim esses dois mundos, porque aqui, sentada na frente do micro, eu consigo dizer tudo isso, sorrir e torcer para que vc me entenda, sem temer não ter sido clara, porque disse o que queria, embora muitas coisas se perderam entre os dedos e o teclado. Mas, na tua frente, seus beijos adiam em mim palavras que queria ter dito, e as frases perdem os conectivos, e tudo fica sem sentido, parecendo uma bobeira qualquer (e pode mesmo ser). A última pergunta que consigo ver te ocorrendo, é "se eu sou tão racional, e se sei que não gosto ainda de você, porque sucumbo a um beijo seu tão facilmente?". É porque eu sou de carne e osso (as mulheres são de carne e osso, além do coração). E sou ariana. Por favor, não me entenda mal, não quero dizer nada além do que eu disse, e aqui não vai sentença alguma. Se eu digo tudo isso, é porque vc me pediu para ser verdadeira, foi tão sincero comigo, que a minha parte geminiana condoeu-se da tua boa vontade, e pediu para que eu não fosse cruel dessa vez. Eu atendo o pedido do ar. Mas já no fim das minhas forças, que o sangue de Marte sabe ser cruel, e eu tenho que lutar muito pra não te machucar. Não sou mesmo tão angelical quanto pareço." Comments: postado por: Romy Trinity1:20 AM
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