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Tradução
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Este é o meu espaço livre na MATRIX, onde posso depositar as emoções (e ilusões) da (minha) vida e brincar de jornalista, crítica, prêmio nobel da literatura... Escrevo não só por necessidade, mas também para entender o porquê, dela, de pensar o tempo todo, e de tantas palavras, tantos textos nascidos semi-prontos pedindo para gritar. E aí, quem sabe, alguém lê e me explica por que eu, e não só eu, com medo de ser decifrada, preciso tanto de tradução. domingo, marzo 28, 2004 ENCONTROS E MAIS ENCONTROS Hoje foi dia de interblogs!!! Legal, muito legal! Blogueiros presentes: eu, Rebs, Scully, João. Grandes amigos presente: Rô e G. que foram pra me ver porque tinham visto aqui onde eu estaria. Fiquei muito feliz, cara, muito feliz. Mesmo tendo prometido que eu não ia mais pra cyber café, não consegui me controlar e aqui estou eu! Eu não esperava, cara, juro que não esperava, tanta coisa num mesmo domingo à noite! Foi a melhor despedida da minha vida como moradora de Sampa city! A partir da próxima semana serei apenas uma paulista apaixonada por São Paulo, aventurando-se pela metrópole e chegando em casa antes da 1 da manhã porque o último trem sai meia noite. Mas tudo bem, estou feliz e empolgada com a mudança. É confortante saber que se fez uma escolha, sem entender muito bem, que nem todo mundo entende, mas sentir que se fez a coisa certa. Sim, sem grana, sem carro, longe do metrô, sei que fiz a coisa certa. E não há nada melhor para alguém que nunca se arrepende do que fazer o que se acha certo fazer! Estou feliz! Do interblogs digo apenas que foi bom sentar num domingo a noitinha na praça de alimentação, comer batata com refri, e conversar. Eu acho incrível a raça humana. Sentamos e conversamos sobre coisas simples, cotidianas, deuses, blogs, servidores, blogueiros e coisas assim. Mágico, pessoas que nunca se viram sem aquela ânsia de conhecer detalhes inúteis como nome, idade, cor preferida. Perguntas tão sinceras quanto repentinas divertindo. Não dá pra explicar. Quem nunca encontrou alguém com quem já "conversava" virtualmente, experimente. O que mais me encanta: chegar e sair sem promessas. Uma brisa suave numa noite de verão/outono na cidade. Inexplicável. A Rebs é uma graça. Sabe quando uma pessoa te passa uma vibração boa, assim, sem motivo nenhum, logo de cara, vc olha e diz, fui com a cara dela? Foi isso. Fui com a cara dela. A Scully, bom a Scully é minha super amigona, mas ela estava cansada. Quando a gente faz plantão noturno, no dia subsequente o mundo é muito estranho. O João achei legal, simpático, conversante. Contava boas histórias e apresentava dados, tipos o que eu tenho mania de decorar de vez em quando, e que sempre incrementam a conversa. Não tinha lido o blog dele, li agora, e tenho a dizer que ele não parece com ele no blog, mas que dá pra sentir algumas coisas que ele fala lá. Questões delicadas. Eu acho fácil ser eu, mas não tenho a pretensão de achar que todos também devam achar sobre si mesmos. Cada um na sua, com alguma coisa em comum, nem que seja um blog. Dos meus dois amigos, nossa, fiquei muito feliz. Da Rô eu gosto muito, ela é muito divertida e tem o rosot da Carolina Ferraz, na minha opinião, ou da Nívea Stelman, na opinião de outros. Sem contar que é super gente boa, e inteligente pra caramba. Se escrevo isso aqui não é por pró forma não, é que fica estranho eu chegar numa menina dizendo que acho ela linda, inteligente, divertida e que gosto de conversar com ela. Estranho, né não? Hahahaha. Do G., eu estava com muita saudades. Muita, muita mesmo. Já escrevi sobre ele aqui (não vou por link). Gosto muito dele, e fazia bem uns quatro anos ou mais que a gente não se via. O engraçado é que passei a gostar, admirar, tê-lo mais ainda como amigo quando ele estava mais longe, no além mar. Eu e minha prima quase montamos um fã clube dele. Super boa pessoa. Sabe o que é gente, é que tem épocas da vida em que a gente é feliz, sabe que é feliz e fica feliz só de lembrar. As pessoas que compartilharam isso com a gente acabam se tornando muito, muito especiais. Acho que daqui a mil anos, se eu ver alguém com uma estrela amarela desenhada na camiseta, vou sorrir. E se estiver escrito em Folia de Luz, como sexta-feira no metrô, vou passar o dia todo sorrindo. "E ao lembrar das flores, da nossa mocidade, de todas as idades, o maior explendor". Essa frase toca fundo. É parte de uma música que a gente cantava na Mocidade Espírita. Claro que não é só pela mocidade, é pela pessoa mesmo, é muita coisa. Os sentimentos são engraçados. Que bom. Do resto, acordei cedo, 09:30h, e arrumei quase tudo para a mudança. Quarta feira é o dia D. E diferente do que as pessoas esperavam, ao arrumar malas, não senti tristeza, pesar e nem nada estranho. Senti alegria mesmo. Eu adoro mudanças! Comments: postado por: Romy Trinity10:07 PM sábado, marzo 27, 2004 DAS CERTEZAS, DO TEMPO, DAS COISAS DO MUNDO E DO RESTO Das certezas, tenho apenas estas: * Sempre estarei sozinha. Ou melhor, eu sou uma pessoa sozinha. * Deus, existindo ou não, é meu amigo. Agradeço a ele por isso, logo, por tudo. * Tenho sorte. * Sou de Áries. E isto é maravilhoso. * Os outros não estão sempre certos. * Todo o resto, pode ser facilmente mudado. * Sou sempre aberta para ouvir, outras versões, outras opiniões. Acredito em todas. Respeito todas. Não concordo com todas. * Não vou discutir isso. Nem por isso. Do tempo, tenho a dizer apenas que: * Não sou escrava do tempo. * Aquelas certeza, referem-se a hoje. E só. Das coisas do mundo, sei apenas estas: * Nada. * Nem de mim Do resto: * Não sei o que estou fazendo aqui, nesse corpo estranho, nesse planeta esquisito, com desejos incompreensíveis, vorazes e dolorosos. Não sei mesmo, mas não é por isso que vou embora. * Sinto-me uma dor estranha, pra variar, uma confusão de pensamentos, um corpo perdido, um sono que não sei de onde vem e que nunca vai. E com tudo isso, tenho consciência que nada disso importa, e cada vez que leio um post do Neander, imagino sentir o que ele está passando, e sei que, aquilo sim, é muita dor, muita confusão e não há o que pensar. Deus, por que cães com câncer? * Amanhã é amanhã. E amanhã é o dia do Encontro de Blogueiros e afins!!! Finalmente, algo de bom nesse post. *** ATENÇÃO BLOGUEIROS PAULISTAS - ÚLTIMA CHAMADA PARA O ENCONTRO!!!! *** Dia 28/03/2004, às 19h, Encontro de Blogueiros e afins, Shopping Paulista, entre os metrôs Brigadeiro e Paraíso (próximo à praça Oswaldo Cruz), em São Paulo - Brasil, em frente ao Almanara e à escada rolante da praça de alimentação. Comments: postado por: Romy Trinity11:15 PM lunes, marzo 22, 2004 AMENIDADES Como se algo em mim pudesse ser ameno... mas tá, né. Ontem, aula de forró. Legal, descobri que estava certa, eu sou ruim mesmo, o professor me colocou mais uma vez pra fazer a andadinha. Andadinha é simplesmente dar três passos, parar, tres passos, primeiro de costas, depois de frente. Detalhe: é a terceira vez que eu faço essa aula, mas é melhor aprender um só passo direito do que um monte errado, e depois, ali tem fama de ser uma (se não a) das melhores aulas de forró da cidade, exatamente por isso, os caras insistem na qualidade. Aí, depois da primeira dança, em que eles avaliam o nível dos alunos, o professor separou dois casais que precisavam melhorar uns detalhes da andadinha e do giro junto. Giro junto é quando o cara gira a menina junto com ele, só não me pergunte a mecânica, porque quando deram a aula de giro junto, eu estava treinando a andadinha. Os casais, a saber, eu, o Japonês, o cara alto e uma menina tão ruim quanto eu, senão pior, se fosse possível. O Japonês queria aprender passos novos, e se esforçava pra mostrar para o professor que estava pronto, só que ele atropelava o andar pra mostrar o giro que, segundo o professor, estava errado. O bom é que aprendi o giro junto, errado, mas aprendi. Sobre o giro tenho que dizer: quando o professor me pegou pra explicar como era o giro, meu Deus!, que legal! Sobre a menina, não tenho nada a dizer, já que não dancei com ela. Agora, o Cara Alto. O Cara Alto é praticamente um monstro mitológico, com o poder sobrenatural de transformar forró em tortura. Se não acreditam, pergunte pra Scully. O problema não é ele ser alto, é ele achar que se segurar forte a dama, isso não importa. Então, ele começa a dança direitinho com a perna flexionada, aí, ele começa a levantar, e como segura forte a menina, ele a puxa pra cima. A sensação é de que ele vai arrancar a parte de cima do meu corpo. Então, na hora de começar a andar, ele não anda, ele corre pra pegar o trem. Ao invés de fazer uma leve projeção do corpo pra indicar que vai começar a andar, ele dá um empurrão, e vai. Não sei se dá pra imaginar lendo, mas é muito engraçado na hora. O pior foi que o professor autorizou o indivíduo a girar junto. Ele não gira junto, ele brinca com a morte. Ele segura forte e gira, rápido, como se estivesse sozinho, e pra finalizar ele praticamente arremessa a dama. É muito perigoso! E como se não bastasse, ele não sabe continuar, nem que seja ficar na base, ele termina com a arremesso, pára, separa e começa de novo. Eu diria que ele não dança, ele corre, rodopia e joga a menina longe. Sem noção. Com as costas quebradas, mas ainda viva, voltei pra casa e continuei a epopéia para achar um anticoncepcional para os ratinhos. Fui na loja de coisa pra bichinhos, perguntei, resposta, não vendemos anticoncepcionais para roedores, aliás, acho que nem existe. Fui na veterinária, ela disse que não existe anticoncepcional para ratos, que o único meio é separando o casal ou castrando o macho. Quanto custa pra castrar o macho? 60 reais, fora os medicamentos, e cicatiza em 4 dias. Detalhe: tem que ser anestesia geral e pode ser que ele não volte. Ahh, tá, vou pagar 60 reais pra matarem meu rato. Liguei para o meu pai (procedimento padrão em caso de emergência), e ele disse que acha que não vendem anticoncepcionais pra rato porque não é lucrativo. O processo de produção seria caro, para uma quantidade pequena, sendo que pouca gente tem ratinho como animal de estimação. Liguei pra minha tia (procedimento secundário em caso de emergência) e ela disse que está dando o anticoncepcional de gato pros ratos do meu primo (os pais dos meus). Pensando com meus botões, resolvi usar a lógica. Considerando que eu não vou separar o casal, já que se eu quisesse um ratinho, eu teria pego um ratinho. Depois, se eu não gosto de ficar junto exclusivamente das fêmeas da minha espécie, porque obrigar a Tali a sofrer o mesmo? Se seria cruel para dois caras ficar olhando duas garotas sozinhas, sem poder fazer nada, imagina para os ratinhos. Não vou separá-los e pronto! Depois, acho um direito dos ratos modernos não terem filhos, então, elaborei a seguinte proposição: 1- Os anticoncepcionais humanos são testados em ratos de laboratório. 2- Anticoncepcionais humanos existem e funcionam. Logo, existem anticoncepcionais para ratos e funcionam. Pensei em usar os dos meus cachorros, mas achei perigoso por causa do peso. Explico: 1 comprimido é indicado para um cachorro de 13 kilos, e a ratinha tem, no máximo, 100 gramas. Se eu errasse na divisão, matava a coitada! Então fui na farmácia: - Bom Dia, vc tem "anticoncepcional humano de uso contínuo"?. Posso dar uma olhada? - Não é bom dia, é boa noite. Pra você ou pra uma amiga (dando uma piscadinha ridícula)?. - É para a senhora sua mãe, pra evitar que coisas como você continuem nascendo - ou mellhor - É para os meus ratos. Eu queria só dar uma lida na bula e saber quanto custa. Vc tem? (Obs1- Odeio que me corrijam quanto a ser bom dia ou boa noite. Deu pra perceber que estava levemente nervosa?) - Os anticoncepcionais são testados em ratos, mas não vendemos anticoncepcional para ratos. - E como eles sabem que funcionam? Por acaso eu tenho cara de rato?, quero dizer, Eu sei, mas é que eu pensei se eu não poderia diluir, diminuir a dosagem, eles são rato de laboratório mesmo. Quanto custa? - Mas porquê vc não quer que eles tenham filhotinhos? o único meio de evitar é separando o casal. - Porque eu não tenho como alimentar cem ratos em uma ano! (dessa vez eu disse mesmo!) - Então separa o casal... - Eu não vou separar o casal. - Mas é o único meio, eu não tenho anticoncepcional pra ratos aqui, e depois, acho melhor vc nem tentar dar o de gente porque não vai dar certo. - Tá bom, obrigada, bom dia. - Bom dia, não. Boa Noite, já são oito horas. Vc vai ter que separar os dois ou eles terão filhotes. Ah, deixa eles terem uma ninhada em paz, é maldade deixar os dois sozinhos vendo o que o outro tá sozinho na gaiola do lado. Mas é o único jeito. Mais alguma coisa? - Pulei no balcão e quebrei uma garrafa de biotônico fontoura na cabeça dele... não, não foi assim, eu apenas disse, onde eu pago isso? (o sabonete que carregava). - Direto no caixa. Mais alguma coisa? - Não. Bom Dia. E saí. Quem disse que qualquer idiota de uniforme azul pode mandar em mim? Quem é ele pra dizer o que eu vou ter ou não ter que fazer? Quem ele pensa que é pra dizer qual o único meio? Se não vai dar certo mesmo, por que eu não posso tentar? E pela milésima vez, por que raios eu não posso dizer bom dia quando é de noite??? É crime? É proibido? Ofende a moral e os bons costumes? Por acaso não tem lei que diz que tem que ter um farmacêutico atendendo nas farmácias? Ali, não tinha, a farmácia inteira ouviu o diálogo e não veio ninguém dar um auxílio científico! Decididamente, eu tenho que aprender a ficar menos nervosa com coisas bobas. Ou tenho que aprender a explodir e mandar todo mundo passear! Eu fico nervosa, tudo escurece, o estômago dói, mal consigo raciocinar direito e faço um super esforço pra sair do lugar antes que comece tudo a rodar. Senhor, dai-me paciência. Bom, o resultado é que ainda não consegui conversar com alguém que me ilumine, longe dos interesses comerciais e que me dê alternativas, e não ordens para seguir um único caminho. Mas, como diria minha professora, no importa, somos platônicos. FALTAM 6 DIAS PARA O ENCONTRO DE BLOGUEIROS E AFINS! Shopping Paulista, escada rolante do piso de comidas, dia 28/03 as 19h. Entrada gratuita. Vamlá, meu! Comments: postado por: Romy Trinity12:10 PM sábado, marzo 20, 2004 LOST IN TRANSLATION Estou totalmente aérea, com sono, perdida. Tá, sei que já falei isso, mas é verdade, pelo menos aqui não vou negar: estou confusa, muito confusa. E de saco cheio também. Não aguento mais todo mundo me perguntando como vai a faculdade, se o pessoal é legal, se estou acompanhando as aulas, se eu quero um livro de não-sei-quem emprestado, e o campeão das bilheterias, "mas por que vc está fazendo filosofia?, seguido de perto pelo, "e o que você vai fazer depois?". Eu não sei, porra! Não sei, tá?! É meu direito não saber. Não sei o que eu acho da faculdade, não sei se o curso é bom (é o meu primeiro, se lembra?), não sei quando eu vou ler esse autor que vc tem o livro, não sei porque eu tô fazendo esse curso e muito menos o que vou fazer com isso depois! Não sei. Não sei nem o que eu vou jantar hoje. E vai piorar, fique sabendo você, vai piorar, porque no curso eu estou descobrindo que a gente não tem certeza de nada nesse mundo! De nada, nem que a gente existe, nem que não existe. Ninguém sabe porque estamos aqui. Ninguém sabe. Vc sabe? Me conta. A questão, e aqui vai uma falsa resposta para o motivo pelo qual faço filosofia, é que eu não entendo como é que pode tanta gente viver sem saber porquê. Tá, tá, concordo, que se todos sentassem e não se levantassem até descobrir de onde veio, pra onde vai e pra que está aqui, o mundo não teria chegado onde chegou. Só que isso é difícil pra mim, percebe? Olha que merda, eu gosto do meu curso, gosto de leis, gosto de química, de biologia, de teatro, de poesia, e tenho que ser médica, de qualquer jeito. Ao menos uma vez ao dia, todos os dias eu me lembro disso. Por que? Não sei. Não tenho idéia. Já me disseram que eu devia fazer terapia. Aí perguntei para uma psicóloga, se fazendo terapia a vontade passava, e ela disse não, mas vc vai saber a origem no seu inconsciente para esta vontade e poderá trabalhar com ela em nível consciente. Ah, tá. Eu não quero saber a origem, eu quero saber a razão! Dá pra entender? Todos os dias, eu me lembro que tenho que fazer medicina, ser hematóloga, hematoterapeuta ou pronto-socorrista. Aí, trabalhando na minha área mesmo, poderei fazer curso de teatro, pintura, budismo. Não é fazer a faculdade, é ser médica. Eu sinto uma necessidade absurda de ser competente e útil à humanidade, e só sinto isso na medicina. Pra que que a gente tem a razão se no fim quem manda mesmo é a sensação? Sabe, não é tão fácil viver consciente de tudo isso e ainda ter que lutar para não ter que provar nada pra ninguém. É uma luta, porque sem perceber a gente acaba provando, ou pior, querendo provar, coisas que não precisam disso. Eu queria só que o mundo respeitasse minha solidão. Já que por motivos desconhecidos eu vou ficar sozinha mesmo, e aí mais uma vez a intuição me impede de pensar racionalmente, pra que ficarem o tempo todo exigindo que eu não pareça tão sozinha? Eu sou sozinha tá? É algo que eu sou, e não que estou, e desculpe, mas isso não é ruim. Nem triste é. Triste é ter que provar o contrário. Há muito tempo eu já tinha aceito isso tudo. Nem lembro como passei a questionar. E questionar foi bom. Agora eu quero questionar em paz, só que de uma forma menos dolorosa. Me dá licença de viver a MINHA vida como EU acho que devo vivê-la? Aí, entram as amizades. Eu não cultivo amizades. Eu sinto amizade. Tipo assim, eu te considero um puta amigo, e sei que vc odeia que esqueçam seu aniversário, mas se eu não te ligar significa apenas que eu não liguei. Dá pra entender? Eu me esforço em fazer as pessoas felizes, mas é um esforço fazer o que não é natural em mim. Nem todo dia eu sei que dia é hoje. Seu aniversário pode ser dia 2, eu saber que é dia, mas não saber que hoje é dia 2! Só por isso sou transformada em sua inimiga mortal? Tá, tá, amizade são pequenas coisas, mas se eu gostasse tanto assim de detalhes, datas, e conveniências, eu tinha um namorado, né. Outra coisa, eu não abandonei os amigos depois que comecei a fazer faculdade. E muito menos, troquei de amigos, que isso é ridículo. Não tenho amigos como penduricalhos que combinam ou não com a minha roupa. Só que eu não ligo pra falar oi. É tão difícil assim aceitar que eu sou esquisita? Tentei fazer isso. Me sinto mal, me sinto ridícula, oi liguei pra saber como vc está, ah, eu tô bem, e vc, bem também. Não, se eu ligo tenho motivo. Mesmo que o motivo seja, tava passeando na praça e lembrei de você, tudo bem?. Dá pra perceber a diferença? Por favor não me discrimine só porque não sou comum, não faço as coisas por conveniência, aindo tenho ações e palavras de adolescente, ainda tenho sonhos, não acho impossível ser médica e atriz, continuo afirmando que não terei filhos, vou falando tudo o que penso sem pensar direito, mudo de idéia toda hora, não conto meus problemas pra você e não dou conselhos. Eu gosto de ser assim. Com os amigos, descanso o silêncio que uso para a sociedade. Se eu quebrar o pé, prefiro contar uma piada do que te dizer que tá doendo. Com o coração, idem. É mais fácil pra mim. Não pense que te considero menos. Não queira aplicar em mim os remédios que servem pra todo mundo. Sou de Galo, Áries com ascendente em Gêmeos, ou seja, no metal, fogo com ar. Explosão. Ou não. Não é qualquer coisa que apaga. Não é qualquer coisa que acende. Meu DNA é único. Essas coisas, não servem pra mim. Amanhã pode ser que eu mude de idéia, como o vento muda a direção das chamas, não se preocupe não vou te queimar. E ainda pode ser que eu te peça desculpas pelo errado que fiz antes. Melhor, peço desculpas agora, me perdoa por ser assim? Me perdoa por ser sua amiga assim, desse jeito que não serve pra muita coisa? Me perdoa o silêncio? Me perdoa a confusão? Espero, sinceramente, que perdoe, mas se não perdoar, problema seu, você querendo ou não, vou ser sua amiga, e quando vc cair, vou rir da sua cara e te ajudar a levantar. Não me importa se vc vai fazer o mesmo. E foi assim, aérea, em conflito comigo, tudo isso que eu escrevi foi especialmente pra mim e para a minha consciência, que assisti Lost in Translation (Encontros e Desencontros). Inevitável fazer o trocadilho de que quem se perdeu na tradução foram os caras que fizeram o título em português, mas fora isso, o filme é belíssimo. A direção da Sofia Copolla é incrível. Os personagens, idem. Vale dizer que me vi totalmente na Charlotte, eu era ela. Antes mesmo de pular na cadeira ao ver uma personagem formada em filosofia, eu já tinha me identificado totalmente com ela, com o modo como andava pela cidade, como falava com o marido, como fazia perguntas, como tudo. Eles fizeram um filme totalmente pra mim. Lindo. Perfeito. Adorei. Saí do cinema leve, desejando apenas ter um amigo assim, nem que só por uma semana, um amigo assim, íntimo desde o primeiro olhar, de beijo e abraço só na despedida. Desde então, até antes, tenho caminhado perdida, na minha essência, se ela existir, e nas palavras desta Tradução. Comments: postado por: Romy Trinity3:13 PM martes, marzo 16, 2004 I M P O R T A N T E ATENÇÃO BLOGUEIROS PAULISTAS... Ahn? Encontro de Blogueiros! Quando? Dia 28/03/2004. Domingo, sem ser o que vem, o outro. Mas tem almoço na casa da minha avó! Que horas? Depois do almoco na casa da avó e dos beijo na casa do namorado(a). Às 19:00 horas (sete da noite). Mas onde?< No Shopping Paulista, em São Paulo/SP - Brasil. Ahhh, mas eu trabalho na segunda, e minha mãe não me deixa chegar depois da meia noite. E se a galera for chata? Até que hora vai isso? O Shopping deve fechar umas 22h ou coisa assim. Vai ser possível escapar com elegância. Putz! Eu tô sem carro! E pior, não sei andar de ônibus!Tudo bem. O Shopping Paulista fica em frente à praça Oswaldo Cruz - aquela que sempre tem promoção da 89FM ali na Paulista, entre os metrôs Brigadeiro e Paraíso, e ainda tem ônibus que passa na porta (é só perguntar para o cobrador). De metrô é assim, na estação tem o mapa das linhas. Se vc descer no Paraíso, caminhe em direção à Paulista. Se descer na Brigadeiro, vc já estará na Paulista, é na direção oposta ao prédio da Gazeta. Se vc andou até ali, volte, é na outra ponta. Ahhh, mas não vai dar pra se encontrar lá! O Shopping é muito grande, a gente vai se perder e depois, ninguém conhece ninguém, como a gente vai saber? Calma, por partes, vamos nos encontrar em frente ao Almanara e à escada rolante do piso das comidas (é praticamente no mesmo lugar). No shopping tem mapas e guichê de informações. Quanto a saber quem é, é simples: os blogueiros do encontro estarão perto da escada encarando todas as pessoas que saem da escada rolante com cara de "será que você é", e vez ou outra, vão rir quando o pobre coitado que passar pela escada não for. Olha eu até iria, mas é que não vou ter grana pra pagar a entrada, sabe como é, taxa de lixo, taxa de luz, depois faz tempo que eu não leio o seu blog, vou ficar sem jeito de chegar assim sem saber qual o assunto da semana... A entrada é gratuita. Não é necessário flyer, nem leitura prévia do arquivo de todos os blogs de todos os participantes, e também será aceita a entrada de não assinante da globo.com. Mas bebeu, tem que pagar. E, ahn, assunto da semana, falando mal da globo, ´cê tá por dentro, claro que pode falar bem, mas aí nos saberemos que vc é o bloggerman... Puxa eu queria tanto ir! Mas, vou falar a verdade, fico meio sem jeito, na verdade mesmo, eu nem leio o seu blog, entrei hoje porque cliquei errado, ia clicar no meu que estava nos atualizados, e aí caiu no seu, e também, não gosto do que vc escreve, nem do modo como escreve... Vamolá, meu! Se vc chegar e não gostar, pode fingir que nem me conhece (não conhece mesmo, né?). Alêm do quê, vários outros bloggeiros foram convidados, e você pode ir só pra divulgar o seu blog! Imagina que legal, vc faz uns cartões e distribui pra galera, com o endereço do seu blog! Tá bom, vou ver se vai dar pra eu ir. Olha, adorei seu blog, passa lá no meu depois, tá? (Alô, Pati? Ai cara, vai ter encontro de bloggeiros, tu me empresta aquela tua saia cor de abóbora com bolinhas roxas que é tuuuuudo?) VERSÃO RESUMIDA ENCONTRO DE BLOGUEIROS - FASE SÃO PAULO: 28/03/2004, as 19h no Shopping Paulista, em frente ao Almanara e à escada rolante do piso de comidas. São Paulo/ SP. Entrada franca, não é necessário flyer nem leitura prévia de todos os arquivos dos blogs participantes. Ir só pra divulgar o blog pode, com certeza, será um prazer!. Ir só pra falar mal da globo, também pode, e será um enorme prazer!. Ir pra reclamar que blog só serve pra atrapalhar os sites de busca... não, não pode. Ja temos presenças (no plural) confirmadas!!! Comments: postado por: Romy Trinity4:46 PM sábado, marzo 13, 2004 RÁPIDAS A outra face do Bloggerman - Estou abismada. Eles REALMENTE estão tirando blogs do ar!!! Não vou condená-los à morte, ainda, porque não sei como se deu o processo, mas a mim me parece censura. Cinema - Quero assistir um monte de filmes que estão saido de cartaz, e, quero porque quero assistir de novo o SdA 1 e 2 antes de ver o Retorno do Rei. Duas dúvidas: Como farei essa proeza, sendo que estudo a noite, tenho um milhão de xérox pra ler, acordo tarde nos meus dias de folga e, em breve, estarei morando longe do cinema? E como assistir mais de 7 horas de vídeo em um dia, ou dois, sendo que eu não tenho vídeo? Maníaca - Adoro testes bobos de revistas, internet, revista em quadrinho, qualquer teste, eu adoro fazer. Pois que a Rebs, a Áurea (que teve o seu blog deletado) e o Seu Hernesto Machado, colocaram links, e resultado, do mesmo teste e eu, não resisitindo, o fiz. O resultado, tá logo abaixo. Agora tenho que procurar essa fita na locadora, já que meu interesse por filmes fora do circuito persegue-explode-transa-mata-chora-ri-explode-luta-superprodução-etc., começou há pouco tempo, e eu realmente não tenho idéia de que filme seja "A Imensidão Azul", embora já tivesse ouvido falar de Luc Besson. Ainda sobre os filmes, que conste em ata que eu gosto de cinema, com ou sem explosão, a questão é que: 1) na cidade onde eu morava (para onde eu vou voltar) não tem cinema. 2) o cinema é caro. 3) não tenho muita paciência com filmes (nem com gente) lentos. 4) tenho aprendido a ver a beleza no plácido. 5) eu adoro um bom diálogo. 6) Sou um ser em constante mutação. Faculdade - Além de já estar levemente perdida entre textos, resumos, conhecimentos e entendimentos a adquirir e assimilar, agora estamos discutindo a existência do ser, e na quarta eu existia, e na quinta, nem eu, nem a morte existíamos. Como se não bastasse eu não saber se Deus existe, agora eu tenho que provar que eu existo! (se eu existir mesmo, vai saber...) Outra coisa, não sobre existir, e sim sobre facú, sabe que é divertido? Sabe que a gente já está montando a comissão de formatura? Sabe que eu quero fazer mais umas três ou quatro faculdade antes da pós, eu acho... Ratinhos - Não moro mais só! Fazem-me companhia Memphis e Tali, um adorável casal de roedores, que por terem várias capacidades incríveis, como pegar uma gota de água nas mãos, me obrigam a ficar acordada até as duas da manhã só pra ficar olhando e dizendo "que legal! Hahaha! Anda no negocinho, anda vai! Ah, que bonitinho" e outros frescuras mais... só não coloco foto deles porque não tirei foto deles e porque senão a globo vai me tirar do ar. Se alguém quiser algum ratinho branco de olhos vermelhos, meu primo está doando. É só me mandar um e-mail e se comprometer a cuidar bem dele. Eles fazem um mês amanhã. Parabéns pra você... Fin u otras cositas más - Melhor terminar por aqui, meu horário de trabalho chega ao fim. Que outra cosita? Ah, não é nada não, mas, pra variar, anda me batendo uma vontade de ficar com alguém, ir pra praia, curtir um show, e beijar muito. Mas isso era previsível e não me assusta nenhum pouco, uma hora passa, se não passar, em junho me encho de coragem, me esvazio de dinheiro e passo uma semana na prainha, que lá, lá, eu curo tudo isso, seja ficando com alguém na beira da praia num forregae, ou sentada na areia olhando pra Lua, reabastecendo energia pra mais seis meses... e a primeira opção é bem mais simples de acontecer que a segunda, hehehe. Agora é o fim mesmo. Fim. Fim mesmo. ![]() Você é "Imensidão Azul" de Luc Besson. Você é sonhador, único. Muito sublime e encantador(a). Faça você também Que bom filme é você? Uma criação de Mundo Insano da Abyssinia Comments: postado por: Romy Trinity7:16 PM miércoles, marzo 10, 2004 LINKS - DE NOVO Anjo em Fúria Alcool com Açúcar BlogsBurguer O Sarcófago Balada de um Louco A Verdade está... aqui Neander Talk The Dark Elf Encefalopsia End is Coming Minha Memória Angelica Liano Malla´s Bloguer Garota sem Sentido Suum Cuique Comments: postado por: Romy Trinity4:58 PM LEVEMENTE PERDIDA... Voltando das profundidades estratosféricas da maionese, volto a cuidar das questões básicas da vida real. Estou levemente perdida, não literalmente, nem filosoficamente, perdida tipo assim, não sei se caso ou compro uma bicicleta. Como no meu caso, não tenho namorado pra casar nem grana pra comprar bicicleta, estou como barata tonta em quase todas as outras coisas. Não sei qual livro do Platão ler primeiro, não sei se vou para a sala de informática ou pra Biblioteca na Faculdade, se faço resumo das xérox, passo matéria a limpo ou organizo meu caderninho de finanças, se lavo o cabelo ou lavo roupa. Aí fico pra lá e pra cá e faço quase nada. Claro que algumas coisas já consegui resolver. Os livros da facú, comprei todos os que eu vou comprar, menos o de Português, mas esse vai ter que esperar mesmo. Os que eu não vou comprar já verifiquei e tem na Biblioteca. Também consegui lavar o banheiro e a cozinha ontem. A carteirinha da SpTrans está encaminhada e a do metrô tá de rosca. De resto, até hoje, tava tudo uma zona. Ontem determinei-me a organizar a minha vida, até mesmo porque, em um mês mudo de casa. Sim, senhores, o sonho dourado de morar só acabou. Em abril, vou pra casa da minha tia, em maio, volto pra Poá. E aí se eu deixar juntar bagunça da mudança+horários bagunçados+um milhão de coisas pendentes+distância de Poá a Sampa (1h30), eu vou ficar louca. Ou triste. Então, já vou me previnindo. Explicar porque que eu vou mudar é uma tarefa complexa. Não vou começar, porque nem eu entendo muito bem, mas agora já está feito. Só quero deixar registrado que é meu último ato para outra pessoa. Pode escrever, é sério mesmo, posso ser muito boazinha e coisa e tal, posso adorar meu pai e fazer tudo pelos meus irmãos, mas a partir de 01 de março, não vai mais rolar compras, empréstimos, ações e viagens, com as quais eu não concorde, por simples incapacidade minha de dizer não. Em três anos acabam as dívidas, e aí meu filho, Trinity e suas loucuras inconsequentes voltam com a corda toda! Não é que eu tenha pago ao meu pai tudo o que eu devo, que isso é impossível, por tudo que ele viveu, educando duas filhas sozinho, etc, etc, etc... Nem que eu vá negar ajuda. Nada disso. O que eu estou dizendo, que agora está na hora de eu trilhar o meu caminho e financiar os meus sonhos, e não é porque eu não tenho um sonho definido, definitivo, estruturado e formal (comprar uma casa, um carro e se aposentar) que perco esse direito. Não. É simples assim: eu sou gente grande, minha irmã é gente grande, meu pai é gente grande, meu irmão é quase gente grande e eu não sou mãe dele, então, gentes grande que se virem! Ainda sobre a mudança, antes eu estava levemente triste. Depois eu fiquei triste pra caramba, por causa da indefinição. Agora estou ansiosa, porque na verdade, eu gosto de uma mudança. Gosto mesmo. E estou tão empolgada quanto eu estava há um ano, quando saí de casa. Dá pra dizer que a empolgação é a mesma. Tá todo mundo me dizendo que vai ser difícil me habituar de novo com outras regras, com as manias da minha madrasta e coisas assim, mas eu vou contar um segredo, não vai rolar nada disso! Eu vou ficar na casa do lado com os meus irmãos, e ali vai rolar as nossas regras, ou regra nenhuma, como queira. Depois, modéstia a parte, eu sou uma pessoa que se adapta rápido e fácil. Ou não se adapta. E quando não me adapto, não discuto, dou um jeito de sair, sabe como é, sangue brasileiro, e pronto. Mas, no caso em questão, acho que vai ser muito divertido. Só há um porém. O porém é a distância e o modo como ela é percorrida. Não sei em quilometragem, mas de Poá ao centro de São Paulo demora 1 hora e 30 minutos de trem e metrô, fora do horário de pico. Até aí tudo bem. O problema é quando no Horário de Pico. Aí é coisa de quase duas horas na seguinte sequência: entra no trem 1, cheio, mas respirável, sai do trem 1 entra no trem 2, cheio, irrespirável, com ar condicionado no máximo, no qual pra entrar se é empurrado por uma multidão de pessoas gritando, todas banhadas e perfumadas com os mais diferentes e exóticos perfumes imagináveis. Sai do trem 2, paga transferência para o metrô (se não pagar só se entra no metrô dois dias depois), entra no metrô, cheio mas civilizado. O metrô caminha, até que uma voz fala "Estação Bresser". Um tremor generalizado toma conta do vagão. Alguns rezam, outros aproveitam pra respirar, alguns reclamam do governo e do absurdo que se tornou a transferência gratuita na estação Brás. Eu me abraço, protegendo a caixa torácica, os homens protegem uma caixa mais embaixo. Quem já levou cotovelada no peito ou bolsada nas partes baixas entende as precauções. O metrô se aproxima da estação. A voz do maquinista parece dizer "Estação Brás" como quem profere a mais terrível das sentenças. O metrô pára. Sempre se ouve um "ai minha nossa senhora". A porta do lado direito se abre para o desembarque. Olhares invejosos para o ser que sai, a outra porta vai se abrir. Os três segundos, ou menos, que separam a abertura das portas são comparáveis àqueles segundos que o carrinho da montanha russa pára, depois de subir, antes de iniciar a descida. Nesses segundos, as pessoas se olham cúmplices, dão um ou outro conselho, sai da porta, põe a bolsa na frente, as mães abraçam os filhotes, e a porta se abre. Uma orda de pessoas gritando determinadas a entrar naquele metrô a qualquer custo, mulheres com bolsas a frente do corpo formam a primeira fila, na segunda os empurrados, na terceira homens grandes que, com com as mãos apoidas nas portas, empurram com as costas as pessoas pra dentro do vagão. O som é da gritaria dos que entram, com os pedidos de súplicas dos que estão dentro somados aos dos caras que aproveitam o barulho pra gritar também (cuidado com a criança! olha a velhinha! ai meu braço! olha a criança com a mãe no colo!). A sensação de quem está dentro é, como explicar? Sabe quando se está na praia e, dentro do mar, virado para a areia se acena pra alguém e vem uma onda gigante e te pega por trás? Então, é mais ou menos isso. Uma gigante onda humana. Dalí é apenas uma estação antes da Sé, onde a maior parte desembarca para o próximo capítulo da Odisséia na plataforma do metrô para o Jabaquara (que leva a galera pra Av. Paulista). Essa parte da aventura é bem mais extensa e emocionante porque já começa na plataforma e nas escadas rolantes, mas deixo pra narrar um outro dia. Mas ainda no metrô, se necessário for provar a relatividade do tempo, esse perído entre o Brás e a Sé é perfeito. São em média 06 minutos que duram bem umas duas horas. Cada parada, cada diminuída de marcha, retarda em séculos o cumprimento da pena. Ainda mais porque esse caminho é uma leve descida torcida, tipo uma rampa torta, e quando o trem pára, o esforço que se faz nos músculos da perna, da ponta dos dedos ou seja lá onde seja seu único ponto de apoio para manter-se em pé é enorme. Fazer musculação ajuda a andar de metrô, e andar de metrô é também um meio de fazer musculação. É verdade que cair mesmo ninguém vai, porque não há espaço para tanto, a questão é que quem não se segura cai em cima de outro alguém, e assim sucessivamente, até que o pobre coitado que estiver perto da parede, com certeza morrerá. Esse lance é o meu exemplo preferido pra provar como não é necessário lei. Não há lei que obrigue as pessoas a se segurarem no metrô, mas quem (e eu me incluo nessa) já sentiu um ser bem maior que si próprio apoiada nas suas costas sabe o quanto isso é penoso. O metrô é a prática da cidadania em situações extremas. Desço na Sé. E se for trabalhar ainda pego outro ônibus, mas aí é tranquilo. E pra voltar, no horário de pico de novo, é a mesma coisa, só que ao contrário (embarque violento na Sé, percurso traumático, desembarque no Brás) e sem desodorante. O engraçado é que cria-se a ilusão de que de manhã pelo menos é mais cheiroso. Então, ao relembrar todas essas experiências, meu corpo todo se encolhe perante a possibilidade de viver tudo de novo, quase todos os dias. E surge uma determinação cega e sem grana de que tenho que comprar um carro. Correção: vou comprar um carro, que seja um fusca vermelho de bolinhas pretas, eu vou comprar um carro, senão, não vai dar. Eu vou, eu vou, eu vou. Sem o carro, vou sair correndo da faculdade pra chegar em casa cansada de esperar o trem que de noite nunca passa, e ainda não vou poder ir pro bar na sexta-feira. Depois, aula de forró de domingo também já era. Ah não, eu vou mudar de casa, mas a minha vida não voltará a ser transferida ao circuito Poá-Suzano-Mogi, sinto muito, eu amo São Paulo, nasci em São Paulo, me sinto bem em São Paulo. Sei que não sou a favor de um carro com quatro lugares para uma só pessoa, mas aqui é uma questão de sobrevivência. E é por pouco tempo. Em três ou quatro anos, esgotam-se minhas dívidas e volto a Sampa City. Vendo o carro e vou viajar. Bom, pode adicionar carro às determinações de Ano Novo. Resolvidas e ordenadas as questões do mundo real, agora ponho-me a cuidar da minha identidade virtual. Minha vida cibernética está levemente bagunçada. Três contas de e-mail estourando, séculos que não escrevo pros amigos longe da terra brasilis, cadastro no grupo de discussão da sala por confirmar, obras no template paradas, busca por um novo servidor idem, posts divididos entre pendentes, non sense e compulsivos, os blogs que leio já um tempo sem ler, e comentários pedindo respostas. Tudo isso deve ser resolvido em duas horas na madrugada de hoje. Sei que estou em contenção de gastos, mas pra arrumar tudo isso vou ter que ir no cyber café, que tá difícil de conseguir computador livre na Facú. Pelo menos duas coisas já resolvo agora: Post de ano novo (astrológico) e de atualização vai aqui publicado (que agora o ano começou pra valer). E os comentários, respondo-os aqui, embora não seja muito a favor de responder coments em posts, passo a entender que quem o faz, o faz por praticidade e tempo. E ano começa de novo... Comments: postado por: Romy Trinity4:54 PM RESPOSTA DOS COMENTÁRIOS Scully e Mário: Vocês estão certos quanto a fazer uns posts meio complicados, acabei viajando legal. Como dificilmente conseguirei parar de viajar, venho considerando a hipótese de fazer um outro blog, coletivo talvez, só de discussões filósoficas e acerca do nada. Mas não sei se terei tempo e meios de manter dois blogs. Mas, comentário anotado, e obrigada pela crítica. Scully e Rebs: O encontro tem que rolar sim! Combinada a data, já publico e começamos a divulgação. E pode colocar no convite que nem adianta dizer que não vai (ou não foi) porque acha que ninguém vai. Se eu digo que vou, eu vou! Posso ser a única a aparecer, mas com certeza estarei lá. Atenção Pessoas: Deixem suas sugestões para dia e local de um interblogs ao vivo. Anjo: O encontro, como expliquei ali em cima, tem intenção de ser um encontro pra gente se ver ao vivo, se for muito chato, servirá ao menos pra termos certeza que via internet todo mundo é mais legal e mais bonito. E, ah, aquela Pri me deixou um pouco nervosa porque estava cansada de ver, no seu e em outros blogs, toda hora comentário do tipo, sexo resolve o mal do mundo. Mas já passou. E não faremos o encontro numa discoteca, assim a Pri não vai. Má: Manda um beijão pra sua mãe, eu sabia que ela é de Peixes, mas não lembrava o dia. Que horas que eu encontro ela em casa? Acho que vou ligar, eu gostou muito dela, apesar da gente não se ver há um bom tempo. Tenho o telefone que ela me deu quando vocês mudaram, se ainda não mudou ligo no fim de semana. Abração. Neander: Continuo tentando estourar o limite, faltam só 9 megas, porque eu já tenho 1 em arquivos de texto. A luta continua, e vc está certo, prometeu, se... E, ah, graças ao seu post fui visitar minha avó e ela te mandou um abraço, disse que tá certo isso mesmo, que só vão lembrar dela depois que ela tiver morrido, etc, etc, etc... Taurino? Eu tinha chutado algo tipo áries, errei por um. Comments: postado por: Romy Trinity4:53 PM
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